- Japão enfrenta preocupação com falta de nafta, derivada do petróleo, devido ao bloqueio do estreito de Hormuz, que afeta cadeias de suprimento e inflação.
- A nafta é usada na fabricação de gasolina e de diversos produtos, como plásticos, espuma isolante, adesivos, seringas e solventes de impressão.
- A divulgação de que a Calbee trocou as embalagens de laranja e amarelo para preto e branco, em 12 de maio, acelerou a percepção pública sobre o impacto geopolítico, com a inflação no país subindo rapidamente.
- O governo japonês garante que há suprimentos suficientes de tinta para impressões e que busca fontes alternativas de petróleo, embora haja relatos de impactos em setores como construção, lavanderia, processamento de alimentos e produção de tintas.
- Pesquisas indicam que mais de 70% dos entrevistados estão preocupados com o desabastecimento de nafta, e a popularidade do primeiro-ministro Sanae Takaichi caiu levemente, sem ainda claro o peso exato da crise externa.
O governo do Japão enfrenta impactos econômicos de um conflito no Oriente Médio, com desabastecimento de nafta elevando a inflação. A situação volta a colocar em debate a liderança do primeiro-ministro Sanae Takaichi.
A nafta, derivada do petróleo, é usada para produzir desde gasolina até plásticos, adesivos e embalagens. A Análise aponta que a Ásia é o mercado mais vulnerável, por depender fortemente do Oriente Médio.
A preocupação ganhou dimensão após o bloqueio do estreito de Hormuz ter interrompido cadeias de suprimento. A notícia circulou com destaque no Japão, impulsionando o medo de desabastecimento industrial.
Calbee, maior fabricante de snacks do país, anunciou em 12 de maio a mudança de embalagem de suas batatas fritas para preto e branco. A medida foi interpretada como sinal da gravidade da crise de insumos.
Dados oficiais indicam alta expressiva dos preços no Japão. Em abril, a inflação ao atacado acelerou, com o preço da nafta subindo quase 80%, segundo fontes públicas.
O governo japonês confirmou esforços para ampliar fontes de óleo e mitigar impactos. O vice-secretário do gabinete assegurou que há suprimentos suficientes de tinta para embalagens, evitando pânico.
Autoridades também afirmaram que há estoque suficiente de sacolas plásticas e que não houve desabastecimento geral. Entretanto, setores como plástico, construção e lavanderias apontam efeitos já perceptíveis.
Pesquisas mostram preocupação pública: mais de 70% dos entrevistados temem interrupções no fornecimento de nafta. O governo pedirá, segundo levantamentos, que a população reduza o consumo de energia.
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