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Japão vê Brasil como fornecedor de petróleo diante embargo na região

Japão vê o Brasil como possível fornecedor de petróleo diante do bloqueio no Estreito de Ormuz e busca diversificar suprimentos

O ministro da Economia do Japão, Ryosei Akazawa (Foto: EFE/EPA/SOICHIRO KORIYAMA)
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  • Japão vê Brasil como possível fornecedor de petróleo diante do bloqueio do Estreito de Ormuz, em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã; declaração de Ryosei Akazawa em NHK, durante reunião com Mauro Vieira.
  • Akazawa informou que a mudança de rota de fornecimento é uma “questão urgente” e ressaltou o potencial do Brasil como produtor de petróleo.
  • Mauro Vieira pediu impulso ao comércio bilateral durante a visita oficial ao Japão.
  • Japão depende de cerca de 90% de seu petróleo do Oriente Médio, e busca rotas alternativas para manter o abastecimento, com garantias até o próximo ano reduzidas por acordos recentes.
  • Brasil registrou produção de hidrocarbonetos de 5,5 milhões de barris por dia em março; no ano anterior, a média foi de 4,89 milhões, com discussões sobre parcerias em minerais críticos, semicondutores, aviação comercial e defesa.

O Japão vê o Brasil como fonte possível de petróleo diante do bloqueio no Estreito de Ormuz, causado pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã. A declaração foi feita pelo ministro da Economia do Japão, Ryosei Akazawa, em entrevista divulgada pela NHK. A fala ocorreu no início de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em visita oficial ao país.

Akazawa afirmou que a mudança de rota de suprimentos é uma questão urgente para reduzir a dependência de regiões específicas na pauta energética. O ministro japonês destacou o potencial do Brasil como produtor de petróleo e gás durante a conversa com Vieira.

Em Brasília, Vieira reforçou o apelo para ampliar o comércio bilateral. O Japão importa cerca de 90% de seu petróleo do Oriente Médio, frente a um cenário de fechamento de Ormuz que já exigiu uso de reservas estratégicas e apoio a preços de combustíveis por parte do governo japonês.

O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais, e dados recentes indicam recorde de produção de hidrocarbonetos em março, com média de 5,5 milhões de barris diários de petróleo e gás natural equivalente. No ano anterior, o país havia registrado 4,89 milhões de boe/d.

Além de energia, o Itamaraty informou que líderes discutiram cooperação em áreas com alto potencial de investimentos e comércio, como minerais críticos, semicondutores, aviação comercial e defesa. As autoridades ressaltaram interesse em ampliar parcerias estratégicas entre Brasil e Japão.

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