- O preço do leite subiu 20% em abril, passando de R$ 2,66 para R$ 3,20 o litro, conforme o IBGE.
- O aumento é explicado pelo avanço nos custos de produção, especialmente do leite longa vida, além do encarecimento do combustível que elevou o custo da ração e a oferta.
- A seca intensa também reduziu a produção, com queda de 2,4% em abril na comparação com o mesmo mês de 2024; a região Sudeste foi a mais afetada.
- A expectativa é de continuidade dos preços altos nos próximos meses, enquanto persistem os fatores de elevação de custos.
- O reajuste pode impactar a inflação ao consumidor e, se custos não acompanharem, pode haver revisão na produção.
O preço do leite subiu 20% em abril, segundo o IBGE. O litro passou de R$ 2,66 para R$ 3,20 na média nacional, com o leite longa vida sendo o mais consumido. O aumento reflete custos de produção mais altos.
A produção de leite no Brasil caiu 2,4% em abril ante o mesmo mês de 2025, segundo o IBGE. A redução foi mais expressiva na região Sudeste, que responde por cerca de 40% da produção nacional.
Causas do reajuste
A alta dos combustíveis, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, elevou o custo da ração para o gado e reduziu a oferta de leite. A seca intensa também contribuiu para a menor disponibilidade de leite no mercado.
Impactos no mercado e no consumidor
Especialistas apontam que a elevação de custos pode não ser totalmente repassada aos produtores. Ainda assim, o preço ao consumidor segue pressionado e pode influenciar o IPCA de alimentos nos próximos meses.
Perspectivas futuras
A continuidade do reajuste depende da estabilidade climática e da recuperação de estoques de leite. A produção tende a se manter vulnerável a variações climáticas e a mudanças no mercado internacional de commodities.
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