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Lula tem queda de popularidade maior que ex-presidentes quando emprego e inflação pioram

Relatório mostra que, com inflação alta, a popularidade de Lula cai mais que a de antecessores, chegando a queda de até 5,83 pontos em doze meses

Presidente Lula durante evento. Foto: Werther Santana/Estadão
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  • Um relatório assinado por Sérgio Vale, da MB Associados, analisa como inflação e desemprego afetam a popularidade de presidentes, incluindo Lula em três mandatos e os antecessores.
  • Nas simulações com aumento de um ponto no IPCA, Lula apresenta a maior sensibilidade entre os citados, com queda mais acentuada em doze meses no terceiro mandato (aproximadamente 5,83 pontos percentuais).
  • Para o IPCA, as quedas previstas ficam em cerca de 1,40 ponto para Bolsonaro, 2,18 pontos para Fernando Henrique Cardoso, 4,26 pontos para Dilma Rousseff e 3,76 pontos para Michel Temer.
  • Em relação ao INPC, Lula também aparece com o impacto mais expressivo entre os mandatos analisados, enquanto Bolsonaro tem o menor efeito.
  • O estudo compara FHC, as duas primeiras gestões de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro, com o objetivo de entender as diferenças na elasticidade da popularidade diante de deterioração da economia.

A MB Associados divulgou um relatório mensal que analisa como a inflação e o desemprego afetam a popularidade de presidentes brasileiros, incluindo o atual terceiro mandato de Lula. O estudo usa o IPCA e o INPC para medir a sensibilidade das avaliações públicas às mudanças econômicas. A conclusão central é que Lula sofre mais abalos em sua aprovação quando esses indicadores pioram, em comparação com antecessores.

O trabalho de Sérgio Vale, economista-chefe da MB, compara Fernando Henrique Cardoso, Lula (duas gestões e o terceiro mandato), Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Os resultados se concentram no efeito de variações de inflação e salário sobre a imagem junto ao eleitorado.

Resultados principais

  • Ao considerar um aumento de um ponto no IPCA, Bolsonaro teria queda de 1,4 ponto na popularidade em 12 meses; FHC, 2,2 pontos; Lula (3ª etapa), 6 pontos aproximadamente.
  • Com o INPC, o impacto sobre Lula é ainda mais expressivo, em comparação aos demais: Bolsonaro registra menor queda.
  • Efeito de um ponto de IPCA sobre a aprovação em 12 meses, por mandato:
  • FHC: queda de 2,18 pontos
  • Lula 1 e Lula 2: queda de 3,77 pontos
  • Dilma: queda de 4,26 pontos
  • Temer: queda de 3,76 pontos
  • Bolsonaro: queda de 1,40 ponto
  • Lula 3: queda de 5,83 pontos

A leitura aponta diferenças relevantes na elasticidade da popularidade frente à miséria econômica, conceito utilizado para relacionar inflação e deterioração do mercado de trabalho. O estudo enfatiza que cada governo reage de forma distinta a variações de preço e emprego, sinalizando impactos diferentes na avaliação pública.

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