- Ministério de Minas e Energia enviou à Aneel ofício pedindo prioridade máxima na tramitação dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade, para antecipar o início do suprimento das térmicas em agosto.
- O leilão, o maior da história, prevê 64,5 bilhões de reais em investimentos e foi vencido por Eneva, Âmbar, Petrobras e New Fortress Energy; assinatura dos contratos está prevista para os próximos dias.
- A medida não visa falta de energia, mas reduzir o risco de falta de potência no fim do dia, quando a solar desaparece e a eólica oscila, exigindo despacháveis.
- ONS já alertava sobre critérios de potência do Sistema Interligado Nacional em cenários de estresse, com histórico recente de margem operativa apertada.
- Fiesp pediu suspensão da assinatura na Justiça Federal de São Paulo; Abraenergias já havia feito pedido, indeferido pela Justiça do Distrito Federal no dia 11.
O Ministério de Minas e Energia enviou um ofício à Aneel pedindo prioridade máxima na tramitação dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade. O certame é o maior da história do setor elétrico, com previsão de 64,5 bilhões de reais em investimentos, vencido por Eneva, Âmbar, Petrobras e New Fortress Energy.
A solicitação, feita na última quarta-feira, 13, visa antecipar o início do suprimento das térmicas já em agosto, no início do segundo semestre. Segundo o governo, o objetivo não é evitar falta de energia, e sim evitar risco de falta de potência no fim do dia, quando a solar diminui e a eólica oscila.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já vinha emitindo alertas sobre a capacidade de atendimento em cenários de estresse, com margens operativas históricamente estreitas em momentos de pico. O cenário tem provocado ações para acelerar contratos e despachos.
Ações judiciais
A Fiesp protocolou, nesta segunda-feira, 18, um pedido de suspensão da assinatura na Justiça Federal de São Paulo. A Abraenergias já havia entrado com ação semelhante, indeferida pela Justiça do Distrito Federal no dia 11.
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