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Modo de emergência para apagão previsto em agosto

Ministério de Minas e Energia exige prioridade máxima à Aneel para contratos do maior leilão de potência, visando iniciar as térmicas em agosto e evitar queda de potência

Apagão atinge 98% do território do Chile. 25/02/2025
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  • Ministério de Minas e Energia enviou à Aneel ofício pedindo prioridade máxima na tramitação dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade, para antecipar o início do suprimento das térmicas em agosto.
  • O leilão, o maior da história, prevê 64,5 bilhões de reais em investimentos e foi vencido por Eneva, Âmbar, Petrobras e New Fortress Energy; assinatura dos contratos está prevista para os próximos dias.
  • A medida não visa falta de energia, mas reduzir o risco de falta de potência no fim do dia, quando a solar desaparece e a eólica oscila, exigindo despacháveis.
  • ONS já alertava sobre critérios de potência do Sistema Interligado Nacional em cenários de estresse, com histórico recente de margem operativa apertada.
  • Fiesp pediu suspensão da assinatura na Justiça Federal de São Paulo; Abraenergias já havia feito pedido, indeferido pela Justiça do Distrito Federal no dia 11.

O Ministério de Minas e Energia enviou um ofício à Aneel pedindo prioridade máxima na tramitação dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade. O certame é o maior da história do setor elétrico, com previsão de 64,5 bilhões de reais em investimentos, vencido por Eneva, Âmbar, Petrobras e New Fortress Energy.

A solicitação, feita na última quarta-feira, 13, visa antecipar o início do suprimento das térmicas já em agosto, no início do segundo semestre. Segundo o governo, o objetivo não é evitar falta de energia, e sim evitar risco de falta de potência no fim do dia, quando a solar diminui e a eólica oscila.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já vinha emitindo alertas sobre a capacidade de atendimento em cenários de estresse, com margens operativas históricamente estreitas em momentos de pico. O cenário tem provocado ações para acelerar contratos e despachos.

Ações judiciais

A Fiesp protocolou, nesta segunda-feira, 18, um pedido de suspensão da assinatura na Justiça Federal de São Paulo. A Abraenergias já havia entrado com ação semelhante, indeferida pela Justiça do Distrito Federal no dia 11.

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