- Omnia (Patria Investimentos) e Casa dos Ventos fecharam acordo de fornecimento de energia para o data center da ByteDance no Pecém, Ceará, em torno de US$ dois bilhões, com prazo de vinte anos.
- O projeto é o primeiro data center de grande porte do Brasil, com fase inicial de duzentos MW de TI e consumo de aproximadamente trezentos MW, alimentados pelo complexo eólico Ibiapaba (seiscentos e trinta MW).
- Uma parte do consumo também será atendida pelo parque eólico Dom Inocêncio, no Piauí, pertencente à Casa dos Ventos.
- A construção começou em janeiro, com entrada em operação prevista para o terceiro trimestre de 2027 e expansão gradual até 2029; o investimento total é estimado em R$ 200 bilhões.
- O governo celebra o avanço, mas entidades ambientais apontam preocupações sobre uso de água e impactos locais; a empresa afirma licenciamento completo e uso mínimo de água.
A Omnia, do Patria Investimentos, fechou acordo com a Casa dos Ventos para fornecimento de energia elétrica ao data center que a ByteDance, dona do TikTok, está construindo no Brasil. O acordo tem valor estimado em US$ 2 bilhões e tem duração de 20 anos, segundo as empresas.
O empreendimento fica noComplexo portuário do Pecém, no Ceará, e será o maior data center em desenvolvimento no país. A primeira fase terá 200 MW de TI e consumo de cerca de 300 MW, com energia proveniente de parques da Casa dos Ventos.
A assinatura representa um passo estratégico para transformar o Pecém em um campus global de data centers, conforme afirmou o CEO da Omnia. O modelo de autoprodução permite benefícios tarifários e custos de insumo mais competitivos para os consumidores.
Detalhes do acordo e produção de energia
A energia virá principalmente do complexo eólico Ibiapaba, com 630 MW no Ceará, em construção pela Casa dos Ventos, que tem a TotalEnergies como acionista. Parte do consumo virá de Dom Inocêncio, no Piauí, também propriedade da mesma empresa.
O contrato cobre 20 anos e estimula a expansão da capacidade geradora da Casa dos Ventos, com previsão de acréscimo de 2,1 GW e investimentos de R$ 11 bilhões no parque. A Omnia não revelou a fatia que terá nas usinas.
A construção do data center começou em janeiro, com início da operação previsto para o terceiro trimestre de 2027 e expansão gradual até 2029. O projeto visa explorar a zona de processamento de exportação do Pecém.
Questões ambientais e licenças
O projeto enfrenta críticas de entidades socioambientais quanto ao uso de água e impactos para comunidades indígenas da região. A Omnia afirma que o empreendimento está licenciado e cumpriu exigências federais e estaduais.
Segundo Rodrigo Abreu, CEO da Omnia, o empreendimento tem impacto considerado positivo na região, com programas de emprego e formação técnica já em desenvolvimento, além de uso de água estimado como mínimo.
Entre na conversa da comunidade