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PMEs precisam se digitalizar ou risco de fechamento, diz Hortigüela

Ametic defende assessoramento em digitalização para PMEs evitar fechamentos diante da aceleração da IA

Francisco Hortigüela, presidente de Ametic, patronal de la industria tecnológica digital, en una fotografía cedida por la asociación
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  • Francisco Hortigüela, presidente de Ametic, afirma que la digitalización de las pymes es clave para evitar cierres.
  • Propone crear una figura de acompañamiento a las pymes en digitalización, similar a un asesor fiscal o laboral.
  • Dice que, pese a cuatro años de crecimiento, la adopción de IA depende del cambio cultural y de formación, con responsabilidad compartida entre empresas y administraciones.
  • Señala que las pymes generan alrededor del sesenta por ciento de los empleos y necesitan apoyo para usar IA, además de reducir la burocracia.
  • Menciona que la inversión pública en TIC cayó un treinta y ocho por ciento en 2024, pero destaca avances con fondos Next Generation y que España lidera en adopción de IA y digitalización, enfocándose en la implementación en pymes.

Francisco Hortigüela, presidente da Ametic, reforçou a necessidade de acompanhar de perto a transformação digital das micro, pequenas e médias empresas para evitar prejuízos de competitividade. Em entrevista concedida nesta semana em Madrid, ele destacou que o setor digital vem mostrando crescimento contínuo, mas exige apoio estruturado para ampliar a digitalização em empresas de menor porte.

O dirigente, que tem mais de 30 anos de atuação na indústria tecnológica, afirmou que a liderança da associação tem buscado ampliar a influência do setor e fortalecer o elo entre tecnologia e gestão empresarial. Em um encontro com o público da AI Summit, Hortigüela disse que a colaboração entre o setor público, as grandes firmas e as pequenas empresas é essencial para consolidar avanços.

Ele destacou que o crescimento do setor já soma mais de 722 mil empregos e que a digitalização não está mais restrita às empresas de tecnologia. Segundo ele, todas as empresas passam a precisar de competências em cibersegurança e inteligência artificial, com tendência de terceirização de equipes por parte das pequenas e médias empresas.

A partir de observações sobre a adoção de IA, Hortigüela apontou a importância da cultura e da formação. Segundo ele, a resistência humana à mudança é natural, mas o papel de governos, líderes empresariais e funcionários é promover conscientização e capacitação. Ele enfatizou que a IA pode oferecer vantagens significativas para as pequenas empresas, que ganhariam em eficiência e alcance.

Sobre a situação política e econômica, o presidente afirmou que a Espanha costuma ser um país rápido em adotar inovações, o que ele classifica como um “early adopter”. A gestão pública é apontada como responsável por incentivar a implementação gradual, com foco em transformar a pesquisa em prática efetiva nas empresas.

No plano prático, Hortigüela criticou a falta de acompanhamento específico para as pequenas empresas durante o processo de digitalização. Ele ressaltou que, além de formação, é necessário um suporte especializado, como um assessor de digitalização, para simplificar a burocracia e reduzir entraves legais que afetam a adoção de tecnologia.

Questionado sobre a queda de investimentos públicos em TIC em 2024, o presidente lembrou que houve um impulso anterior proporcionado pelos fundos Next Generation. Ele avaliou que, apesar da queda, as ações de digitalização no país continuam relevantes e, segundo ele, o desempenho espanhol é superior ao observado em muitos países europeus.

Ao discutir a participação de grandes multinacionais presentes entre os patrocinadores do evento, Hortigüela reconheceu que essas empresas atuam como vias importantes para a infraestrutura tecnológica, mas ressaltou que a implementação setorial depende de fatores específicos de cada setor, com destaque para turismo, agroindústria e automação.

Para medir o progresso, o executivo indicou que o foco deve estar na adoção da IA e da digitalização pelas pequenas e médias empresas. Ele comentou que a competição global favorece quem souber aplicar melhor as novas ferramentas, descrevendo a atual situação como uma corrida por mérito e eficiência.

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