- O IBC-Br caiu 0,7% em março em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal, puxado por serviços (-0,8%), indústria (-0,2%) e agropecuária (-0,2%); excluindo a agropecuária, recuo chegou a 0,9%.
- No trimestre encerrado em março, o indicador avançou 1,3% frente ao trimestre anterior; nos últimos 12 meses, alta de 1,8%.
- A ata da reunião do Fomc, publicada hoje, manteve a taxa de fundos federais entre 3,5% e 3,75%; o placar de 8 a 4 foi o mais dividido desde 1992, com o voto de redução de 0,25 ponto percentuai pelo governador Miran.
- O documento deve esclarecer como o comitê equilibra inflação ainda acima da meta com sinais de desaceleração da economia; há sinais de que cortes adicionais possam ocorrer em 2026, sob liderança de Kevin Warsh a partir de junho.
- A Universidade de Michigan divulga a leitura final do índice de sentimento do consumidor de maio; a prévia apontou queda de abril para 48,2, abaixo da mediana de 49,5, com inflação prevista de 12 meses em 4,5% e a 5 anos em 3,4%.
O Indicador de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,7% em março de 2026 ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou acima das expectativas, que viam recuo de 0,5%. Agropecuária, indústria e serviços puxaram a queda, com destaque para serviços (-0,8%).
O recuo de serviços, que responde por cerca de 70% do PIB, indica fraco desempenho do dinamismo urbano. Excluindo a agropecuária, o recuo sobe para 0,9%. No balanço do trimestre, o indicador avançou 1,3% frente ao anterior, mantendo o início de 2026 no positivo.
Nos últimos 12 meses, o IBC-Br acumula alta de 1,8%. O resultado de março contrasta com a atuação dos setores, apontando desaceleração impulsionada pela demanda interna.
Ata do Fomc detalha reunião com placar mais dividido em três décadas
A ata da reunião de 28 e 29 de abril do Fomc será divulgada nesta quarta-feira, às 15h, em Brasília. O comitê manteve a taxa entre 3,5% e 3,75% pela terceira vez consecutiva, com o placar de 8 a 4 sendo o mais dividido desde 1992.
O documento deve esclarecer como o Fed equilibrou inflação persistente e sinais de desaceleração econômica. A divisão interna evidencia tensionamento entre manter a incidência de cortes futuros e sinalizar contenção diante de riscos inflacionários.
A ata também deve detalhar a avaliação sobre choques recentes de energia e se são temporários ou estruturais. Antes da divulgação, as probabilidades apontam para manutenção das altas nos próximos encontros, sem apoios relevantes a cortes.
Michigan divulga leitura final do índice de sentimento do consumidor
A Universidade de Michigan aposta na divulgação da leitura final do índice de sentimento do consumidor para maio, na sexta, às 11h. A prévia mostrou queda de 49,8 pontos em abril para 48,2, abaixo do esperado de 49,5 e na menor marca da série.
O resultado reflete inflação elevada e custo de vida pressionado, com destaque para gasolina e tarifas. O subíndice de Condições Atuais ficou em 47,8; o de Expectativas subiu para 48,5, sinalizando pessimismo relativo ao presente.
Inflacionamento estimulado pela percepção de preços mantém o indicador acima da meta de 2% do Fed, alimentando pressões sobre as expectativas de longo prazo.
- Dólar: +1,63%, a R$ 5,067
- B3 (Ibovespa): -0,61%, aos 177.283,83 pontos
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