- A secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirmou que o Brasil não está em posição de reverter o ciclo de cortes da política monetária, com a Selic em 14,50% ao ano.
- O governo revisou as estimativas de inflação, projetando IPCA de 4,5% em 2026 e 3,5% em 2027, mantendo inflação no teto da meta.
- A projeção aponta para um cenário onde há repasse por inércia da inflação, mas converge para a meta nos próximos anos, com 3,5% em 2027 dentro da banda.
- O subsecretário Rafael Leão destacou que a taxa de juros ex-ante fica em 8%, acima da neutralidade, abrindo espaço para o Copom manter a flexibilização iniciada neste ano.
- O choque atual é de oferta, não de demanda, tornando difícil a reversão apenas pela política monetária, e o mercado espera continuidade da flexibilização diante do cenário externo.
A Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda afirmou que o Brasil não está em posição de reverter o ciclo de cortes da política monetária. A taxa Selic está em 14,50% ao ano, segundo o Boletim Macrofiscal divulgado nesta segunda-feira (18).
A equipe econômica projeta um IPCA de 4,5% para 2026 e 3,5% para 2027, conforme estimativas revisadas. A avaliação é de que, apesar do repasse de inflação por inércia, a inflação convergirá para a meta nos próximos anos.
A segurança de manter a flexibilização, iniciada este ano, foi citada pelo governo, com a taxa de juros ex-ante em torno de 8%, acima da neutral. O Copom pode seguir ajustando a política diante do choque de oferta.
Contexto econômico
Rafael Leão, subsecretário de Política Macroeconômica, afirmou que o choque é de oferta e dificulta a inflação pela política monetária. O mercado, segundo ele, ainda espera nova rodada de flexibilização, mesmo em ambiente externo adverso.
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