- Segundo a jornalista Malu Gaspar, Daniel Vorcaro teria investido milhões para montar um conglomerado de mídia antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, com informações entregues à Polícia Federal por Thiago Miranda.
- Houve um contrato de compra e venda de seteze ntos por cento do Portal Léo Dias por R$ 10 milhões a Flávio Carneiro, que atuaria como representante informal de Vorcaro.
- Miranda afirma que discutiu valores diretamente com Vorcaro; os encontros teriam ocorrido em uma cobertura de Vorcaro no Itaim Bibi, em São Paulo, com a presença do jornalista Léo Dias.
- O publicitário diz que Vorcaro já tinha participação em IstoÉ e no Brazil Journal, e que a Foone Empreendimentos comprou participação no PlatôBR; Carneiro seria o representante do banqueiro nessas operações.
- Carneiro negou ser sócio oculto de Vorcaro, mas confirmou aportes do Banco Master no Portal Léo Dias; afirmou que a Foone tem ligação com a Reag e que um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, integra o grupo. Miranda afirma ter passado a trabalhar para Vorcaro após a negociação e ter intermediado contatos com Flávio Bolsonaro para o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro estaria investindo milhões para montar um conglomerado de mídia antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. A informação foi trazida pela jornalista Malu Gaspar, do O Globo, com base em relatos do publicitário Thiago Miranda, ex-CEO do Portal Léo Dias.
Miranda entregou contratos, mensagens e relatos à Polícia Federal, segundo a coluna. Ele aponta que houve uma operação envolvendo a venda de participação no Portal Léo Dias, atribuída ao empresário Flávio Carneiro.
O caso ocorre no contexto da crise do Banco Master, que levou o BC a liquidar a instituição. As informações aparecem em reportagem publicada por Gaspar, com desdobramentos ainda sob apuração.
Contrato de R$ 10 milhões envolve Portal Léo Dias
Segundo o relato apresentado por Miranda, haveria um contrato de compra e venda assinado em julho de 2024, envolvendo a venda de 17% do Portal Léo Dias por R$ 10 milhões a Flávio Carneiro. O publicitário sustenta que Carneiro atuaria como representante informal de Vorcaro na operação.
Miranda afirma ter negociado diretamente com o dono do Banco Master, com Vorcaro discutindo valores e condições da transação. As conversas teriam ocorrido na cobertura de Vorcaro, no Itaim Bibi, em São Paulo, com a presença de Léo Dias.
Ainda segundo o testemunho, Vorcaro dizia estar montando um conglomerado de mídia e já possuía participação em veículos como IstoÉ e Brazil Journal. A Foone Empreendimentos terceria comprado participação no PlatôBR, segundo as alegações.
Operação financeira e ligações empresariais
Mensagens obtidas pela coluna podem indicar que as partes mantinham expectativa de fechamento do acordo. Miranda afirmou que, após o negócio, os envolvidos mostraram otimismo com o desempenho da operação.
Flávio Carneiro confirmou ser sócio de alguns veículos, mas negou que Vorcaro fosse sócio oculto da Foone. Ele disse, porém, que o Banco Master aportou recursos como anunciante no Portal Léo Dias.
A Foone tem relação com a Reag, gestora associada ao caso Banco Master, conforme informações citadas pela reportagem. O fundo Duke aparece ligado, segundo fontes citadas pelo Estadão.
Relações políticas e outra agenda
Miranda afirmou ter passado a trabalhar para Vorcaro após a negociação do portal, atuando no gerenciamento de crises e em contatos com o senador Flávio Bolsonaro para discutir financiamento de filme sobre o ex-presidente. Segundo ele, Vorcaro não aparecia formalmente nas operações.
A coluna destaca que, segundo o relato, Vorcaro estava envolvido nos conteúdos de mídia por meio de estruturas ligadas a várias empresas, sem confirmar a efetiva participação societária em todos os veículos.
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