- A XP anunciou Gustavo Alejo como seu novo Chief Financial Officer (CFO), vindo do Santander Brasil, com início previsto para 1º de agosto, após um garden leave de três meses.
- Alejo substitui Victor Mansur, que deixa o cargo no dia 31, mantendo-se na XP apenas em participação do conselho em projetos da companhia.
- O CEO Thiago Maffra atuará como CFO interino até a posse de Alejo, e afirmou que a troca visa acompanhar o crescimento da empresa nos negócios de atacado, crédito, banking, pagamento e câmbio corporativo.
- No primeiro trimestre, a XP registrou receita bruta de R$ 4,9 bilhões, alta de 8%, e lucro líquido de R$ 1,32 bilhão, com resultados impactados pela marcação a mercado de títulos.
- A XP anunciou programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão, distribuição de dividendos de R$ 500 milhões e expectativa de reduzir a Basileia para abaixo de 19% no ano, mantendo projeção de crescimento de dois dígitos e margem EBT de 30%. A empresa vale US$ 8,8 bilhões na Nasdaq.
A XP informou a contratação de Gustavo Alejo como novo CFO, em meio a um primeiro trimestre desafiador. Alejo deixa o Santander Brasil após três anos à frente das finanças, para assumir na XP a partir de 1º de agosto, em regime de garden leave de três meses.
O executivo, que atuou por 26 anos no Santander em funções como head de recuperação de crédito e diretor no corporate and investment banking, substitui Victor Mansur, que deixará o cargo no dia 31 deste mês. Mansur permanecerá na XP em atividades no conselho de algumas investidas.
Thiago Maffra, CEO da XP, atuará como CFO interino até a posse de Alejo e afirmou que a mudança acompanha o novo momento da companhia, com maior foco em atacado, crédito, banking, pagamento e câmbio para empresas e pessoas físicas.
Contexto financeiro do trimestre
A XP divulgou resultados do 1º trimestre com receita bruta de R$ 4,9 bilhões, alta de 8%, abaixo do guidance de até 17% de crescimento. O lucro líquido avançou 7% para R$ 1,32 bilhão, influenciado pela marcação a mercado de títulos de dívida.
A direção informou que a guerra no Irã e o aumento de spreads impactaram a geração de receita, já que a XP marca ativos a mercado de forma integral. Dados preliminares indicam que o crescimento teria sido significativamente maior sem esse efeito.
O CEO destacou que o crescimento em varejo e corporate, excluídas as marcações, foi robusto, com varejo em trilha de alta de dois dígitos e corporate em 26%.
Perspectivas e movimentos de capital
No 2º trimestre, a XP espera efeitos menores das marcações, com alavancas para compensar o impacto. A captação líquida do trimestre ficou em linha com a estratégia, totalizando R$ 38 bilhões no varejo, incluindo ressarcimento do FGC.
A companhia anunciou um programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão e distribuições de R$ 500 milhões em dividendos, elevando o total de recursos aos acionistas para R$ 2,5 bilhões neste ano. A Basileia encerrou o trimestre em 20,7%, ainda acima do objetivo de reduzir para menos de 19%.
A XP mantém a meta de crescer o negócio com dois dígitos e margem EBITDA de 30%, apesar das pressões de curto prazo. A empresa está avaliada em cerca de US$ 8,8 bilhões na Nasdaq, com queda recente nas ações.
Entre na conversa da comunidade