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Abicalçados afirma que não são os errados na concorrência com a China

Abicalçados acusa competição desleal com a China após fim da taxa de importação de até US$ 50; aponta risco de 54 mil empregos e pressiona reversão

Presidente da principal entidade do setor, Haroldo Ferreira criticou o fim da taxa das blusinhas e pede reversão de decisão do governo federal
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  • Haroldo Ferreira, presidente da Abicalçados, critica o fim da taxa das blusinhas, a tarifa de importação de vinte por cento sobre produtos até US$ cinquenta.
  • Ele afirma que a medida gera desequilíbrio competitivo com a indústria nacional e com produtos importados principalmente da Ásia, citando China, Índia e Vietnã.
  • Ferreira aponta que esses países não costumam respeitar convenções da Organização Internacional do Trabalho, criando concorrência desleal.
  • A declaração ocorreu durante entrevista coletiva na BFSHOW, evento em Anhembi, São Paulo, de dezoito a vinte de maio.
  • Estudo da associação indica que cinquenta e quatro mil empregos podem ser ameaçados se a decisão não for revertida; há parceria com CNI e Fiesp para tentar a reversão.

O presidente da Abicalçados criticou o encerramento da chamada taxa das blusinhas, que mantinha uma tarifa de importação de 20% para produtos de até US$ 50. Haroldo Ferreira afirmou que a medida gera desequilíbrio com a indústria nacional, principalmente em relação a itens vindo da Ásia.

Durante entrevista coletiva na BFSHOW, realizada de 18 a 20 de maio no Distrito Anhembi, em São Paulo, Ferreira apontou a diferença de custos entre produção local e importação. Ele destacou que países como China, Vietnã e Índia não cumprem convenções mínimas de trabalho para emprego.

Ferreira afirmou ainda que a concorrência com fornecedores asiáticos se baseia em custos muito baixos. Segundo ele, o fim da taxa prejudica fabricantes nacionais e pode afetar o emprego no setor calçadista.

Ameaça a empregos

Segundo estudo da Abicalçados, 54 mil postos de trabalho podem ficar em risco se a redução da taxação ficar definitiva. A entidade disse que já trabalha para reverter a decisão junto a outras entidades setoriais.

Ferreira informou que a CNI e a Fiesp também atuam na busca por uma reversão da medida, com o objetivo de restaurar condições de competição consideradas justas. A leitura é de que a tarifa servia para equalizar custos entre Brasil e importadores.

Na avaliação do presidente, a isenção total amplia a vantagem de custos de produtores asiáticos e compromete a viabilidade de empresas nacionais. Ele disse que há necessidade de ajustes políticos para impedir impactos negativos na cadeia produtiva.

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