- Ações da XP Inc. caem 4,9% na Nasdaq, para US$ 16,50, após o balanço do primeiro trimestre de 2026.
- Receita líquida, lucro antes de impostos e lucro líquido ficaram cerca de 3% abaixo do consenso, com parte do desempenho impactada pela marcação a mercado e maior spreads no estoque de crédito.
- Lucro líquido do trimestre somou R$ 1,318 bilhão, com alta de 3% ante o trimestre anterior e 7% em 12 meses; retorno sobre o capital de 21,7%.
- Receita de renda fixa caiu 25% em 12 meses para R$ 756 milhões e 19% no trimestre, pressionando serviços de emissores; captação líquida de varejo ficou em R$ 18,7 bilhões, próximo da meta de R$ 20 bilhões, mas abaixo das estimativas.
- A XP teve R$ 4,92 bilhões de receita bruta, alta de 8% versus o ano anterior, mas queda de 7% no trimestre; custos e despesas aumentaram 14%; recomendações: Itaú BBA neutro, alvo de US$ 22; BTG Pactual compra, alvo de US$ 25 em 12 meses.
A XP Inc. viu suas ações caírem 4,9% na Nasdaq nesta terça-feira, após divulgar os resultados do 1º trimestre de 2026. Os papéis fecharam em US$ 16,50, refletindo um desempenho abaixo das expectativas do mercado.
Analistas consultados atribuíram o resultado mais fraco a fatores de marcação a mercado e à menor atividade de crédito, que pressionaram a rentabilidade. A XP informou receita líquida e lucro antes de impostos aquém do consenso, impactados pela dinâmica de spreads.
O lucro líquido do trimestre ficou em R$ 1,318 bilhão, alta de 3% ante o 1º tri de 2025 e 7% em 12 meses. O retorno sobre o capital atingiu 21,7%. O CEO Thiago Maffra manteve a visão de alcançar crescimento de receita de dois dígitos em 2026.
Desempenho setorial e principais efeitos
O Itaú BBA apontou queda acentuada na renda fixa, para R$ 756 milhões, queda de 25% em 12 meses. Em contrapartida, houve recuo de 19% no trimestre, com perdas de marcação a mercado e investidores do varejo buscando ativos de menor risco.
Receitas com emissores recuaram 5% em 12 meses e 33% no trimestre, para R$ 269 milhões, segundo o banco. A captação líquida do varejo ficou em R$ 18,7 bilhões, ligeiramente abaixo das estimativas, mas próxima da meta de R$ 20 bilhões por trimestre.
Apesar da receita bruta subir 8% ante 2025, houve queda de 7% frente ao trimestre anterior, para R$ 4,92 bilhões. O desempenho variou entre varejo, com destaque para ações, que somaram R$ 1,17 bilhão, alta de 22% ante o 1º tri de 2025.
Desempenho de participação de mercado e custos
O banco destacou que, ao comparar dias de negociação no varejo com os volumes da B3, a XP perdeu participação ou teve receita menor, frente o esperado. Despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 1,61 bilhão, alta de 14% ante 2025, pressionadas por quadro de funcionários e bônus.
O Itaú BBA mantém recomendação neutra para as ações da XP, com preço-alvo de US$ 22 para 2026. O BTG Pactual, por sua vez, indica compra, projetando US$ 25 em 12 meses.
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