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Banco Central sem recursos precisa definir o que cobrir, diz Galípolo

Gabriel Galípolo afirma que, sem recursos, o Banco Central terá que escolher o que cobrir; defesa da autonomia financeira busca ampliar orçamento próprio

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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pediu no Senado a aprovação da PEC 65/2023, que amplia a autonomia financeira, administrativa e orçamentária do BC.
  • Ele destacou que o BC brasileiro tem menos instrumentos que outros bancos centrais e pode ter que escolher quais tarefas cobrir por recursos limitados.
  • Segundo Galípolo, o orçamento depende da União, dificultando gastos com fiscalização e tecnologia; o BC trabalha com cerca de mil servidores a menos do que há uma década e mais cem devem se aposentar neste ano.
  • A proposta cria condições para o BC gerir recursos próprios e ter gestão mais independente, com estrutura administrativa fortalecida e blindagem institucional.
  • O presidente participou de reuniões com o relator da CCJ, Plínio Valério, e com o presidente da CCJ, Otto Alencar, e há acordo para pautar a votação na próxima semana; se aprovada, o BC poderá realizar concursos e reajustar salários com suas próprias receitas.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a pedir a aprovação da PEC 65/2023, que tramita no Senado, para ampliar a autonomia financeira, administrativa e orçamentária da instituição. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos, ele afirmou que o BC hoje tem menos instrumentos que outros bancos centrais e corre o risco de ter que escolher entre tarefas.

Segundo Galípolo, o orçamento atual depende da União, o que dificulta investimentos em tecnologia e a cobertura de gastos com fiscalização. O BC opera com cerca de mil servidores a menos do que há uma década, e mais cem profissionais devem se aposentar ainda este ano, agravando a redução de equipes.

Autonomia do BC e impactos práticos

O presidente destacou que, se a PEC for aprovada, o BC poderá realizar concursos públicos e reajustar salários com receitas próprias, reduzindo a dependência do Orçamento da União. A proposta propõe transformar o BC em uma entidade com maior independência, fortalecendo gestão de recursos e estrutura administrativa.

Acompanhamento político e tramitação

Galípolo tem dialogado com o relator da CCJ, o senador Plínio Valério, e com o presidente da CCJ, Otto Alencar, para pautar a votação da PEC na próxima semana. O objetivo é acelerar a aprovação para que a instituição obtenha maior autonomia operacional.

Caso exista confirmação de alterações, o BC também pode reforçar capacidade de fiscalização e resposta a mudanças tecnológicas, segundo o presidente. O debate ocorre em meio a cobranças por maior previsibilidade de gastos e de investimentos na instituição.

Notas sobre desdobramentos recentes

Na conjuntura institucional, dois servidores do BC foram afastados após sindicância interna ligada a investigações envolvendo o Banco Master. A Justiça já havia removido estes profissionais de cargos de chefia em departamentos com participação em processos relacionados à operação.

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