- França consumiu 22,1 milhões de hectolitros de cerveja no ano passado, superando o vinho, em 22,0 milhões de hectolitros, segundo Brasseurs de France e a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
- O país continua sendo o segundo maior mercado de vinho do mundo, atrás dos Estados Unidos, mas o consumo caiu 3,2% frente ao ano anterior e está 7,2% abaixo da média dos últimos cinco anos.
- O marco pode ter um impacto psicológico, sinalizando mudança de hábitos com expansão da cerveja artesanal, preços mais baixos e apelo entre jovens.
- Globalmente, o consumo de vinho caiu 2,7% em 2025, para 208 milhões de hectolitros, e já recuou 14% desde 2018, apoiado por tarifas, clima e menor demanda.
- A França produziu 36,1 milhões de hectolitros em 2025, praticamente estável em relação a 2024, mas 16% abaixo da média dos últimos cinco anos; as exportações globais de vinho caíram 4,7% em volume e 6,7% em valor.
A França registrou, pela primeira vez desde o início dos registros modernos, que o consumo de cerveja supassou o de vinho. Dados de Brasseurs de France e da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) apontam 22,1 milhões de hectolitros de cerveja consumidos no ano anterior, ante 22,0 milhões de vinho.
A mudança ocorre em meio a uma tendência global de queda no consumo de vinho, pressionado por fatores econômicos e climáticos. A França segue como segundo maior mercado mundial de vinho, atrás dos EUA, mas o consumo caiu 3,2% na comparação anual e fica 7,2% abaixo da média dos últimos cinco anos, segundo a OIV.
#### Contexto global e impactos
A OIV divulgou, em 12 de maio, que o consumo mundial de vinho caiu 2,7% em 2025, para 208 milhões de hl. Além disso, nove entre as dez maiores economias consumidoras apresentaram redução no volume. A produção global ficou em 227 milhões de hl, apenas 0,6% acima de 2024, mas 9,4% abaixo da média trienal.
A França manteve produção estável em 2025, com 36,1 milhões de hl, ainda 16% abaixo da média de cinco anos. O comércio exterior mundial de vinho sofreu recuo de 4,7% nas exportações, para 94,8 milhões de hl, e queda de 6,7% no valor, para €33,8 bilhões, ante incertezas tarifárias, sobretudo nos EUA.
#### Perspectivas por mercados
Alguns mercados apresentaram desempenho diferente. Portugal atingiu consumo recorde de 5,6 milhões de hl, alta de 5,6%. Brasil cresceu 41,9% para 4,4 milhões de hl, e Japão subiu 6,8% para 3,3 milhões de hl, segundo a OIV.OIV reiterou que o setor segue se adaptando a desafios climáticos, econômicos e sociais, buscando oportunidades de mercado e ajustando a capacidade de produção conforme a demanda.
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