- A Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirmou acompanhar com preocupação o pacote de crédito de R$ 30 bilhões para aquisição de veículos leves, anunciado pelo presidente Lula.
- A CNT disse que a medida faz parte do conjunto de bondades do governo no período pré-eleitoral.
- A entidade destacou risco de piora no tráfego com o aumento da frota, mencionando congestionamentos mais longos e menor eficiência no deslocamento urbano.
- Dados da CNT mostram queda da participação do transporte coletivo de 49,8% em 2017 para 31,7% em 2024, enquanto deslocamentos individuais passaram a representar 68,3% das viagens urbanas.
- A CNT defende que os recursos destinados à ampliação da frota de veículos leves sejam alinhados à modernização do transporte coletivo, com foco em mobilidade urbana e descarbonização.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) disse acompanhar com preocupação o pacote de crédito de 30 bilhões de reais criado pelo governo para a aquisição de veículos leves pelos motoristas de aplicativo. A informação foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira, 19 de maio de 2026.
A CNT aponta que o valor previsto pode influenciar o tráfego nas grandes cidades. Segundo a entidade, o aumento do número de carros tende a ampliar congestionamentos, elevar o tempo de deslocamento e reduzir a eficiência do transporte urbano.
A organização ressalta que, entre 2017 e 2024, a participação do transporte coletivo na mobilidade urbana caiu de 49,8% para 31,7%, enquanto viagens com deslocamentos individuais passaram a representar 68,3% do total. A CNT questiona a relação entre o volume de recursos para carros leves e os benefícios sociais.
A CNT lembra ainda que, segundo o Inventário de Emissões do Setor de Transporte, veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais. A entidade defende prioridade na modernização do transporte coletivo para ampliar impactos positivos na mobilidade e na qualidade do ar.
Impactos e diretrizes da CNT
A confederação reconhece a importância de crédito para estimular a atividade econômica e a geração de empregos. No entanto, sustenta que investimentos públicos devem estar alinhados aos desafios da mobilidade urbana e às metas de sustentabilidade e descarbonização, com foco em soluções que promovam efeito coletivo.
A CNT enfatiza que políticas públicas devem considerar a relação entre uso de veículo individual e melhoria estrutural da mobilidade. A nota ressalta a necessidade de planejamento que entregue ganhos permanentes para as cidades, não apenas impactos pontuais.
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