- Episódios envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro geraram instabilidade, com redução da popularidade do parlamentar nas pesquisas e aumento do risco político no Brasil.
- Um áudio em que Flávio Bolsonaro solicita dinheiro a Vorcaro e a prisão domiciliar do ex-banqueiro contribuíram para a desconfiança dos investidores.
- O dólar saltou acima de R$ 5,00, cotado a R$ 5,03, e o Ibovespa recuou mais de 1%, situando-se próximo de 174 mil pontos.
- O mercado passou a reprecificar riscos, temendo que a oposição não tenha força suficiente para conter gastos públicos e defender contas do governo.
- O site Polymarket mostrou queda na probabilidade de vitória de Flávio para 2026 (de cerca de 44% para ~28%), com o presidente Lula ganhando força na plataforma.
O mercado financeiro reagiu nesta terça-feira (19) a episódios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação de um áudio em que o político pede dinheiro e a notícia de que ele visitou Vorcaro em prisão domiciliar contribuíram para aumentar a percepção de risco político no Brasil, conforme a atuação de investidores.
A queda do apoio de Flávio Bolsonaro em pesquisas também pesou. A combinação de fatos e pesquisa desfavorável elevou a incerteza sobre o desenho político para 2026, refletindo-se nos preços de ativos e na percepção de governança fiscal.
Mercado reage aos sinais políticos e à percepção de risco
O dólar superou a marca de R$ 5,00 nesta sessão, atingindo aproximadamente R$ 5,03 e registrando alta perto de 0,5%. O Ibovespa caiu, com o índice principal da bolsa operando na faixa de 174 mil pontos, diante da aversão a risco.
Analistas destacam que a reavaliação do cenário político aumenta a percepção de gastos públicos e desequilíbrios fiscais, influenciando o apetite por ativos brasileiros e a atração de investimentos estrangeiros.
O site Polymarket, utilizado como termômetro de humor político por parte de investidores, mostrou mudanças nas probabilidades de vitória para 2026. Flávio Bolsonaro perdeu de 44% para cerca de 28%, enquanto Lula ganhou folga de 45%.
Para o setor fiscal, a principal preocupação é a possibilidade de maior gasto público sem oposição forte, o que pode impactar a dívida, a inflação e a atração de investimentos, dependendo da condução fiscal no governo.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
Entre na conversa da comunidade