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Dólar sobe 0,84% e fecha a R$ 5,04 com alta de títulos americanos

Dólar fecha em alta de 0,84%, a R$ 5,04, com impulso dos Treasuries, petróleo acima de US$ 100 e ruídos políticos elevando a volatilidade do câmbio

Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
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  • O dólar encerrou o dia em alta de 0,84%, a R$ 5,0405, com mínima de R$ 5,0094 e máxima de R$ 5,0580.
  • A moeda norte‑americana avançou 1,77% frente ao real neste mês, após desvalorização de 4,36% em abril.
  • Motivos: subida das taxas dos Treasuries e temores de reacendimento inflacionário, além de petróleo acima de US$ 100 sustentar apostas em juros mais altos pelo Federal Reserve.
  • No cenário doméstico, circulam ruídos políticos com a desidratação da pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro; pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra o senador com 41,8% e Lula com 48,9% em simulação de segundo turno.
  • Analistas destacam que o real teve desempenho ruim entre as divisas; o BTG Pactual afirma que o real continua sendo o principal destaque do ano, mas alerta maior percepção de volatilidade com ruídos políticos.

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (19), avançando 0,84% e cotado a R$ 5,0405. A vez anterior, a moeda ficou entre R$ 5,0094 e R$ 5,0580 durante o pregão.

O ganho ocorreu em um cenário global de alta nos rendimentos de Treasuries, que elevou as taxas dos títulos americanos e pressionou moedas emergentes. O dólar avançou 1,77% no mês frente ao real, após queda de 4,36% em abril.

O petróleo manteve-se acima de US$ 100 o barril, sustentando especulações de alta de juros pelo Federal Reserve este ano. Barril Brent fechou em US$ 111,28, com menor queda responsável pelo tom técnico de mercado.

Na esfera doméstica, aumentaram os ruídos políticos com a desidratação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Pesquisas apontaram o senador com 41,8% em simulação de segundo turno, ante 48,9% de Lula.

Analistas ressaltam que o real costuma ter oscilações mais acentuadas frente a choques externos, o que dificulta mensurar impactos de eventos internos. O câmbio segue sensível a sinais de política econômica e timeline eleitoral.

No noticiário financeiro, o yield dos Treasuries subiu, com o papel de 10 anos atingindo 4,68%. A leitura de curto prazo aponta maior espaço para aperto monetário nos EUA, o que tende a sustentar o dólar globalmente.

O BTG Pactual aponta que o real continua entre os destaques do ano, mesmo com a recente depreciação. A instituição destaca que a assimetria de curto prazo favorece correções e que ruídos domésticos podem aumentar a volatilidade cambial.

Em outro desdobramento, surgiram informações de que Flávio Bolsonaro se encontrou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em fim de 2025, após a detenção do empresário. O encontro visava encerrar a questão do financiamento à cinebiografia do ex-presidente.

Segundo o banco, a percepção de mercado sobre a chance de uma terceira via cresce conforme as eleições se aproximam. Economistas avaliam que a pauta fiscal deve retornar ao centro do debate, elevando a volatilidade cambial.

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