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Dono da Sapore: robôs não comem e aposta em automação ante falta de mão de obra

Falta de mão de obra e fim da escala 6x1 aceleram automação na Sapore, com robôs recolhendo bandejas e redução de desperdício

Ex-garçom, o fundador e presidente da Sapore, Daniel Mendez, diz que o futuro do setor de restaurantes passa pela automação de funções repetitivas
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  • O presidente da Sapore, Daniel Mendez, vai à China e ao Japão conhecer robôs humanoides e automação para recolhimento de bandejas.
  • A empresa busca reduzir a dependência de mão de obra diante da escassez de funcionários e do possível fim da escala 6×1.
  • A Sapore investe cinquenta milhões de reais em um sistema SAP para interligar 1.400 restaurantes; implantação já ocorreu em parte e deve ser concluída até 2028.
  • O programa reduziu o desperdício de alimentos, que caiu de 10 toneladas mensais para 240 quilos nas unidades que adotaram o sistema; há uso de fornos com inteligência artificial.
  • A empresa testa novas escalas de trabalho (5×2, 2×2, 12×36) conforme região, e acompanha mudanças previstas na NR-1, com foco em custos e adequação de serviços.

A Sapore, empresa brasileira de refeições coletivas e catering, pretende tornar seus processos mais automatizados para enfrentar a queda de mão de obra e possíveis mudanças na escala de trabalho. O presidente Daniel Mendez planeja visitas a China e Japão para conhecer robôs humanoides e soluções de automação.

A medida faz parte de um movimento de transformação que já envolve o grupo, que administra 1.400 restaurantes e 400 unidades de facilities, com receita de cerca de R$ 3,6 bilhões em 2025. O objetivo é reduzir tarefas repetitivas, como o recolhimento de bandejas, substituindo-as por soluções mecânicas.

A companhia busca manter a expansão sem perder eficiência, mesmo diante da possível redução de pessoal em função da eventual extinção da escala 6×1. Em 2025, o setor de restaurantes apresentou alta rotatividade, acima da média nacional, o que intensifica o interesse por automação.

Investimento e automatização

O processo de recolhimento de bandejas é apontado como prioridade para mecanização. O projeto envolve um investimento alto, justificado pela integração com 1.400 restaurantes por meio de um sistema de gestão. A meta é reduzir desperdícios e ajustar cardápios conforme demanda, clima e calendário.

A empresa já opera um sistema SAP em metade das unidades, com previsão de conclusão total até 2028. Em teste, o módulo reduziu perdas de alimentos de 10 para 0,24 toneladas mensais em pontos atendidos, segundo a gestão.

Além disso, a Sapore trabalha com fornos equipados com inteligência artificial para aumentar a eficiência na preparação de refeições. A direção aponta que robôs não consomem comida humana e que esse movimento tende a reduzir a demanda de mão de obra em clientes atendidos.

Escalas de trabalho e modelos

A adoção de novas escalas é discutida em razão da atualização da NR-1, que amplia a proteção à saúde mental no trabalho e entra em vigor em breve. Atualmente, cerca de 35% do quadro funciona na escala 5×2, com testes de formatos 2×2 e 12×36, variando conforme região e tipo de negócio.

A direção destaca que o fim da escala 6×1 deve trazer impactos financeiros, mas ressalta a busca por modelos alternativos para manter produtividade e qualidade dos serviços, especialmente em hospitais, minas e áreas com periculosidade. Em relatos internos, a empresa observa queda nas faltas com a adoção de novas regras de trabalho.

Sobre a Sapore

Fundada em 1992, a Sapore tem sede em São Paulo e atuação no Brasil e na Colômbia. A empresa emprega cerca de 23 mil pessoas. A visão de longo prazo envolve ampliar serviços com menus mais diversificados, incluindo opções para vegetarianos, veganos e pessoas com restrições alimentares. Crédito das informações: fontes de divulgação da empresa.

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