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Empresas perdem 22 dias por ano por falta de políticas de bem-estar menstrual

Brasil perde 22 dias de trabalho por cada 100 funcionárias sem políticas de bem-estar menstrual; 1 em cada quatro já sofreu punições no ambiente de trabalho

Pesquisa aponta que apenas 8% das empresas no Brasil têm ações de bem-estar menstrual
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  • Empresas perdem 22 dias de trabalho por 100 colaboradoras por não oferecer suporte adequado à saúde menstrual.
  • Nove em cada dez profissionais que menstruam percebem impactos negativos na produtividade durante o período.
  • Apenas oito por cento das companhias no Brasil possuem alguma ação de bem-estar menstrual.
  • Setenta e cinco por cento das empresas nunca consideraram o tema como pauta corporativa.
  • Um em cada quatro relatos já sofreram consequências no trabalho associadas à menstruação, como descontos salariais e discriminação; as medidas sugeridas incluem flexibilidade de jornada, anteparo com itens básicos, adaptação de cargo, licença menstrual e palestras de conscientização.

No Brasil, empresas perdem 22 dias de trabalho por cada 100 colaboradoras devido à falta de políticas de bem‑estar menstrual. O estudo aponta que 9 em cada 10 menstruam relatam queda de produtividade durante o ciclo, enquanto apenas 8% das empresas oferecem algum tipo de ação nesse cuidado. Três quartos das companhias nunca consideraram o tema em sua pauta.

A pesquisa, realizada pela Essity, GPTW e Dalia, ouviu 1.688 mulheres entre maio e setembro de 2025 e 80 empresas dos setores de serviços, comércio e indústria. O levantamento aponta ainda que 1 em cada 4 entrevistadas já sofreu consequências no trabalho por questões ligadas à menstruação, como descontos salariais, discriminação ou negativa de promoção.

Panorama e impactos

Entre as perdas, 59,2% das entrevistadas afirmam ter deixado de trabalhar em dias de desconforto. Os sintomas mais relatados são alterações de humor, cólicas, cansaço, inchaço, dor de cabeça e lombar, com a maioria marcando mais de uma opção.

O que pode ser feito

Segundo a pesquisa, o apoio básico solicitado é simples e costuma exigir menos investimento: flexibilidade na jornada (incluindo possibilidade de trabalho remoto mediante avaliação médica), fornecimento de analgésicos e itens de higiene, ajuste do cargo conforme o ciclo, licença menstrual e conscientização por meio de palestras.

Visão corporativa e próximos passos

Empresas que adotam esse tipo de suporte observam melhoria na produtividade e na presença, reforçando a relação entre bem‑estar e desempenho. especialistas destacam a importância de dados para convencer a adoção de políticas de diversidade e inclusão voltadas à saúde menstrual.

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