- O presidente-executivo Miles Beale, da Wine and Spirit Trade Association (WSTA), abriu a sessão inaugural da London Wine Fair destacando a necessidade de mensagens claras e dados verificáveis para influenciar o governo.
- A indústria deve apresentar soluções, dados quantificáveis e alinhamento entre players para tornar o lobby “grande demais para ignorar” pelo governo, segundo Beale.
- Beale sugeriu que o governo precisa integrar respostas da indústria e citou a reentrada permanente do Reino Unido no World Wine Trade Group como uma medida simples e eficaz.
- Além do cenário político, o setor aponta oportunidades de crescimento em emprego de jovens, saúde pública e formatos inovadores, como vinho enlatado, bag-in-box e barris de 20 litros.
- Em termos de mercado, a indústria de vinhos e destilados no Reino Unido movimenta £76 bilhões, com pouco mais da metade representada por destilados e £33 bilhões em vinhos, empregando aproximadamente 412.000 pessoas.
A abertura da London Wine Fair destacou os desafios atuais da indústria de vinhos e destilados e as forças que podem ser usadas para dialogar com o governo. Miles Beale, CEO da WSTA, ressaltou a importância de apresentar dados mensuráveis e mensagens unificadas para ampliar as chances de atender aos pedidos do setor.
Beale afirmou que a indústria ganha força quando trabalha unida. Segundo ele, a divisão facilita a resistência a propostas, enquanto a atuação coordenada aumenta a relevância junto às autoridades. O objetivo é tornar o setor difícil de ignorar.
Ao longo da sessão, o executivo apontou a necessidade de respostas sólidas para as pautas governamentais, com exemplos e dados que possam ser compartilhados amplamente. Ele destacou a importância de apoiar campanhas com scripts bem fundamentados.
Desafios e oportunidades para o governo
Beale sugeriu que o setor pode ampliar a geração de empregos, especialmente entre jovens desempregados, ao fortalecer o papel da hotelaria e da cadeia de suprimentos. Segundo ele, governos preocupados com o desemprego juvenil poderiam se beneficiar de parcerias com a indústria.
Um ponto central é a apresentação de dados estatísticos e estudos de caso locais para engajar deputados. Beale afirmou que campanhas bem fundamentadas ajudam a conquistar apoio parlamentar, especialmente em períodos de proximidade de eleições.
À margem, Beale comentou que o governo deveria considerar a adesão permanente do Reino Unido ao World Wine Trade Group, atualmente apenas como observador. Ele indicou que a participação contínua traria ganhos em alinhamento regulatório e comércio.
Panorama setorial
O setor mantém custos altos e regime tributário desafiador, o que impacta pequenas empresas de forma mais intensa. Ainda assim, Beale destacou avanços, como queda no consumo de saúde e maior premiumização, com maior interesse por origem e bem-estar.
Segundo ele, o Reino Unido figura como polo de importação e exportação de vinhos, com valor estimado de 76 bilhões de libras e cerca de 412 mil empregos. A participação do segmento de destilados é relevante, representando pouco mais da metade do valor total.
Inovação e novos formatos
Beale indicou tendências de inovação, como vinhos enlatados, bag-in-box e barris de 20 litros. Também citou o crescimento de bebidas com baixo teor alcoólico, impulsionado por demanda do consumidor e mudanças tributárias.
Ele observou que o interesse por produtos sem álcool vem aumentando, mas ainda corresponde a uma parcela pequena do mercado. O impulso está em oferecer opções que substituam bebidas alcoólicas tradicionais, mantendo o foco em qualidade.
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