- Minas Gerais registra safra recorde de cana na safra 2025/2026, com produção estimada em cerca de 80 milhões de toneladas, mantendo farta oferta de matéria-prima para etanol.
- A produção regional de cana atingiu 78 milhões de toneladas, alta de aproximadamente quinze por cento em relação à safra anterior, segundo o Instituto Mineiro de Agropecuária.
- Com a maior disponibilidade, o preço do etanol caiu até trinta por cento, em relação ao ano passado, segundo representantes do setor.
- Produtores apontam que a queda pode prejudicar rentabilidade, investimentos e empregos no setor, ainda que haja expectativa de continuidade da trajetória de baixa.
O preço do etanol despencou em Minas Gerais, impulsionado pela safra recorde de cana na região. A projeção para 2025/2026 é de cerca de 80 milhões de toneladas, o que pode ampliar a oferta de matéria-prima para a produção do combustível.
Dados do Instituto Mineiro de Agropecuária indicam que a produção de cana em MG subiu aproximadamente 15% frente à safra anterior, atingindo 78 milhões de toneladas. O volume é suficiente para atender a demanda local e ainda deixar excedente para exportação.
Atraso de colheita ou sazonalidade não é citado; no entanto, a maior oferta pressiona a formação de preço. O presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Minas Gerais aponta que a redução no valor do litro pode chegar a 30% em relação ao ano passado, diante da nova safra.
Impactos do ciclo recorde na precificação e no mercado
A maior disponibilidade de cana aumenta a competitividade do etanol frente à gasolina, conforme avaliação do setor. Com custos de produção em queda, produtores esperam que os preços permaneçam em queda nos próximos meses.
Apesar das perspectivas, há ressalvas sobre a rentabilidade. Assinala-se que quedas acentuadas podem comprometer investimentos e a geração de empregos na região, caso a tendência persista por muito tempo.
A expectativa é de impacto positivo na acessibilidade do etanol para os consumidores, com o combustível renovável ganhando maior espaço no mix de combustíveis mineiro.
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