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Fim da escala 6×1 não deve abalar empresas do setor cafeeiro, diz CEO

CEO do Coffeelab afirma que fim da escala 6x1 não quebrará o setor; jornadas menores elevam produtividade e faturamento

Raposeiras afirma que escalas menores contribuem para produtividade e faturamento
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  • A CEO da Coffeelab, Isabela Raposeiras, afirmou que o fim da escala 6×1 não vai quebrar o setor produtivo brasileiro.
  • Ela disse que a redução da jornada aumenta o faturamento das empresas e que o ganho de produtividade compensa custos extras.
  • Raposeiras citou que o custo da rotatividade representa entre 8% e 12% da folha de pagamento e que demissões ou pedidos de demissão podem sair mais caros do que a rotatividade.
  • Adoecimentos, faltas, ausências e acidentes de trabalho ligados à jornada de seis dias semanais foram citados como fatores que elevam custos e reduzem a produtividade.
  • Participantes da comissão indicaram riscos à saúde associados à escala 6×1, ressaltando impactos cardíacos, mentais e de radiação psicológica, defendendo que jornadas mais curtas podem beneficiar trabalhadores e empresas.

A CEO da Coffeelab, Isabela Raposeiras, afirmou em audiência na Câmara dos Deputados que o fim da escala 6×1 não comprometerá o setor produtivo brasileiro. Ela defendeu que a redução da jornada aumenta o faturamento das empresas.

Raposeiras argumentou que, mesmo com custos adicionais, a elevação de produtividade tende a compensar. Em sua experiência, uma jornada de quatro dias de trabalho com três de descanso reduz a rotatividade e melhora a entrega de resultados.

Segundo ela, o custo atual com rotatividade já supera o que seria gerado pela mudança. Ao mencionar um fluxo de entradas e saídas de 56% no Brasil, afirmou que o impacto financeiro será insignificante frente aos ganhos de produtividade.

A empresária ressaltou ainda que faltas, atestados e acidentes ligados à jornada de seis dias elevam custos e prejudicam a produção. Escalas menores, conforme afirmou, favorecem a consistência do faturamento.

Participantes da audiência apontaram riscos à saúde associados à escala 6×1. Representantes de entidades destacaram aumentos em doenças cardiovasculares, transtornos mentais e acidentes, defendendo impactos negativos das jornadas longas.

Para alguns presentes, a adoção de jornadas reduzidas não é apenas produtiva, mas também necessária para evitar adoecimentos. O tema gerou debate sobre efetividade de medidas de redução de jornada no mercado de trabalho.

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