- Júri federal rejeitou o processo de Elon Musk contra a OpenAI, sobre a transformação da organização em empresa com fins lucrativos, decidido em menos de duas horas.
- A vitória reduz o risco de pagamento de até US$ 150 bilhões e facilita o caminho para uma oferta pública inicial da OpenAI.
- Altman foi alvo de depoimentos que o descreveram como pouco confiável; oito testemunhas, incluindo Musk, disseram que ele enganou pessoas sob juramento.
- O caso manteve o debate sobre liderança e conflitos de interesse na OpenAI, incluindo discussões sobre a governança e o retorno de Altman ao cargo após recondução.
- Memorandos internos divulgados durante o julgamento mostraram críticas à liderança, com questionamentos sobre foco e organização, enquanto outros executivos defendiam a transparência de Altman.
O júri federal de Oakland rejeitou o processo movido por Elon Musk, ex-cofundador da OpenAI, que questionava a transformação da organização de sem fins lucrativos em empresa com fins lucrativos. O julgamento ocorreu em 12 de maio de 2026, com Sam Altman no banco dos réus e Musk entre os acionistas e interessados. A decisão aponta que a OpenAI manteve a estrutura desejada e que os prazos de ação de Musk foram insuficientes para sustentar a acusação.
A defesa de Altman destacou que a OpenAI seguiu princípios de governança e que ele atua como líder confiável. O veredito encerra, em grande medida, a disputa legal, abrindo caminho para possíveis passos de mercado, incluindo uma Oferta Pública Inicial, segundo especialistas ouvidos pelo veículo. A conclusão facilita o contexto para investidores que avaliam a empresa.
Durante o julgamento, testemunhas o retrataram como um líder sob escrutínio. Musk e ex-colegas o acusaram repetidamente de mentir sob juramento, fato que foi discutido amplamente na sessão. Altman, por sua vez, sustentou que sempre agiu com integridade empresarial, conforme o testemunho apresentado no tribunal.
Além das acusações de honestidade, o caso levantou dúvidas sobre conflitos de interesse. Documentos apresentados mostraram investimentos de Altman em entidades ligadas à OpenAI, o que gerou questionamentos sobre transparência. O executivo afirmou que, quando existem potenciais conflitos, costuma se declarar impedido de atuar.
O conselho da OpenAI, representado por Bret Taylor, ressaltou que a empresa buscou manter a estrutura sem fins lucrativos em benefício da humanidade, tema central do embate entre Musk e Altman. Em contrapartida, a defesa de Musk argumentou que o controle da OpenAI estaria em risco caso a organização continuasse com o modelo atual.
Em memorandos internos divulgados no decorrer do processo, relatos de executivos da OpenAI sugeriram tensões de liderança e pressões por entregas rápidas. Testemunhos de Mira Murati e de outros membros do time técnico enfatizaram diferenças de percepção sobre a direção estratégica da empresa. A análise de especialistas classificou o veredito como um marco para a reputação de Altman e para a governança da OpenAI.
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