- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou rivalidade entre o Pix e os cartões de crédito durante audiência na CAE do Senado.
- Ele disse que o Pix ampliou a inclusão financeira e que o uso de cartão de crédito cresceu com maior bancarização.
- Galípolo comentou um relatório da Casa Branca, divulgado em 1º de abril de 2026, que sugeria potencial prejuízo a empresas como Visa e Mastercard no Brasil.
- A audiência ocorreu após a liquidação do Banco Master e da operação Compliance Zero, com senadores buscando entender impactos da medida no sistema financeiro.
- O Banco Master estava envolvido em negociações com o BRB; a aquisição foi barrada pelo BC em setembro de 2025 e a liquidação foi decretada devido a problemas operacionais.
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, negou nesta terça-feira (19 mai 2026) haver rivalidade entre o Pix e os cartões de crédito. Em audiência na CAE do Senado, ele disse que o Pix ampliou o uso de cartões, alcançando pessoas antes fora do sistema bancário e levando à maior adesão a serviços financeiros.
Galípolo ressaltou que o Pix não concorre com o crédito, e sim amplia a bancarização. A afirmação liga-se a um relatório da Casa Branca divulgado em 1º de abril de 2026, que apontou risco de danos a empresas norte-americanas de pagamento, como Visa e Mastercard, no Brasil.
O objetivo da audiência foi discutir a atuação do BC antes da decisão de liquidação de uma instituição, após a operação Compliance Zero da Polícia Federal. A sessão teve como foco entender impactos da liquidação no sistema financeiro.
Contexto: liquidação do Banco Master
A audiência ocorreu após a liquidação do Banco Master e da operação da PF envolvendo a instituição. A compra de parte do Master pelo BRB (Banco de Brasília) esteve em negociação, mas foi barrada pelo BC em setembro de 2025. O BC informou a liquidação devido a problemas que inviabilizaram a continuidade operacional.
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