- Galípolo afirmou na CAE do Senado que a quebra do Banco Master não representa risco sistêmico, por se tratar de um “banco série C”.
- O BC utiliza uma classificação por porte; os maiores bancos ficam nos grupos S1 e S2, enquanto o Master estava em categorias inferiores.
- Ele disse que não subestima o prejuízo da liquidação, mas destaca o porte reduzido do Master dentro do sistema financeiro.
- Sobre o FGC, afirmou que após a crise de 2008 houve mais regulação, levando recursos a instituições não bancárias; no Brasil houve, no entanto, movimento oposto, com entidades buscando virar bancos para acessar o FGC.
- O presidente do BC ressaltou que o problema não era apenas o passivo coberto pelo FGC, mas também o uso de caixa pelo banco para honrar títulos emitidos.
Durante audiência na CAE do Senado, o presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira Galípolo, afirmou que a quebra do Banco Master não representa risco sistêmico, por se tratar de um banco série C, de menor porte e relevância no sistema financeiro. O tom foi de esclarecimento sobre a avaliação inicial da instituição.
O BC explicou que o Master fazia parte de categorias inferiores na classificação regulatória por porte. Embora reconheça o tamanho do prejuízo gerado pela liquidação do banco e de empresas ligadas ao grupo, Galípolo ressaltou o papel relativo do instituição dentro do SFN.
Contexto regulatório e FGC
Galípolo apontou que, após a crise de 2008, houve aumento global da regulação para bancos, elevando custos e deslocando parte da intermediação para não bancários. No Brasil, houve o movimento oposto, com algumas instituições buscando se tornar bancos para acessar o FGC.
O presidente destacou que o problema não envolve apenas o passivo coberto pelo FGC, mas também o fato de o banco ter consumido caixa enquanto tentava honrar títulos emitidos, o que complica a visão financeira da liquidação.
Observações sobre o cenário
Segundo a autoridade monetária, a regulação visa reduzir riscos de modo mais amplo, e o caso Master foi analisado dentro desse contexto. A audiência abordou impactos e liames entre liquidação, passivos e atuação de outras instituições do setor financeiro.
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