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Gasolina sobe nos EUA e muda rotina; carrinho da Barbie vira opção

Preço do galão de gasolina nos EUA fica em US$ 4,52, moldando hábitos de deslocamento e levando a soluções criativas para economizar combustível

Mali Hightower com um Barbie Dream Camper rosa do lado de fora de um posto de gasolina em Ellenwood, EUA, em 18 de maio de 2026
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  • Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA era de US$ 4,52, acima de cerca de US$ 3 antes da história de conflito no Oriente Médio, segundo a Associação Automobilística Americana.
  • Um morador de Ellenwood, Geórgia, recortou custos criando um Power Wheels Barbie Dream Camper movido a motor de lavadora de alta pressão; ele dirige o carrinho após instalar o motor, para ir ao supermercado, com o carro de verdade custando caro para abastecer.
  • A alta no preço da gasolina está levando norte‑americanos a reduzir viagens de carro, buscar transporte público e ficar mais próximos de casa, conforme levantamento da Ipsos citado pelo Washington Post e ABC News.
  • Em Massachusetts, uma diretora executiva criou um acampamento noturno para famílias economizarem com viagens, promovendo‑se pela internet; já em Washington, outra pessoa passou a usar o transporte público para viagens a Los Angeles.
  • Observação geral: ainda não houve aumento relevante na adoção de veículos elétricos, mas há relatos de medidas e incentivos para reduzir gastos com combustível em diferentes estados.

Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA ficou em US$ 4,52, segundo a Associação Automobilística Americana. O valor já é bem acima do patamar anterior ao conflito no Oriente Médio.

A alta dos combustíveis está influenciando hábitos e escolhas de mobilidade em diferentes estados. Há relatos de pessoas adotando alternativas como transporte público e deslocamentos mais próximos de casa.

Em Ellenwood, Geórgia, Mali Hightower adaptou um brinquedo para driblar o custo da gasolina. Ele transformou um Power Wheels Barbie Dream Camper em veículo movido a motor de dois galões, somado a um pistão de lavadora de alta pressão, acionando o carrinho com um puxão.

O faz-tudo de 30 anos usa o carrinho para ir ao supermercado, com capacete de motociclista e o carrinho equipado com suporte para mantimentos. O veículo real dele, um Mercedes-Benz de 1996, consome mais de US$ 90 para abastecer, segundo ele.

A reação ao aumento é ampla: muitos americanos vêm reduzindo viagens de carro após pesquisas indicando menor deslocamento. Uma sondagem da Ipsos, publicada pelo Washington Post e pela ABC News, aponta que 44% dos entrevistados reduziram as idas de carro.

Alguns utilizam a crise para criar soluções próprias. Em Mashpee, Massachusetts, Renee Tocci planeja acampar noturno para reduzir custos com deslocamento de famílias no verão. A ideia ganhou visibilidade nas redes sociais.

Quem também mudou hábitos foi Dafne Flores, de Silverdale, Washington. Ela passou a usar transporte público entre sua casa e Los Angeles para visitas, reduzindo saídas em viagens curtas para economizar combustível.

A tendência se espalha. No Maine, o aumento no uso do transporte público em Bangor passou de janeiro a abril, com mais passageiros nos horários de pico. Autoridades locais destacam o perfil diversificado dos usuários.

Em El Segundo, Califórnia, houve ações de incentivo à gasolina: a Visit Las Vegas ofereceu até US$ 100 em combustível para os primeiros motoristas na fila que se deslocassem para a cidade. A mobilização não estaria atraindo grande volume de interessados.

Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$ 5.000 em cartões de gasolina de US$ 25, com metas a cumprir nas próximas semanas. A instituição argumenta que o transporte não é apenas conforto, mas necessidade de sobrevivência para algumas famílias.

Mesmo com o aperto, ainda não houve aumento relevante na demanda por veículos elétricos. Contudo, a queda no custo de energia para quem já usa esse tipo de veículo gerou um alívio para alguns proprietários.

Segundo participantes do movimento, a crise de preços tem provocado uma reflexão sobre padrões de consumo de combustível e sobre alternativas para manter a mobilidade em meio a custos elevados.

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