- Missão do governo na China visa ampliar o comércio agropecuário e fortalecer protocolos sanitários, com o ministro André de Paula em Pequim após atuação em Xangai.
- André participou da SIAL 202 and 6 em Xangai, com 82 empresas brasileiras apoiadas pela ApexBrasil.
- A expectativa é movimentar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e prospectados.
- Entre 2023 e 2026, Brasil e China abriram 12 novos mercados para produtos agro, incluindo carne de aves, farelo de amendoim, gergelim, noz-pecã, sorgo, pescado, uvas e farinhas/óleos de origem animal.
- Em 2025, a China foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio, com US$ 55,22 bilhões, majoritariamente impulsionados pelo complexo soja (US$ 34,61 bilhões).
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera a comitiva brasileira do setor agro na China. A missão inclui o Seminário Brasil-China de Agronegócio, em Xangai, realizado no domingo (17 mai 2026). O objetivo é ampliar o comércio agropecuário entre os dois países.
De Paula seguiu para Pequim na terça-feira (19 mai) para uma série de reuniões com autoridades chinesas. A agenda prevê encontros com a Administração Geral das Alfândegas (GACC) e, na quarta (20 mai), com representantes dos ministérios da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio.
Na segunda (18 mai), o ministro participou da SIAL 2026, em Xangai, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia. Ao todo, 82 empresas brasileiras integraram 5 pavilhões, com apoio da ApexBrasil. A expectativa é movimentar US$ 3,3 bilhões em negócios.
Panorama comercial Brasil-China
Entre 2023 e 2026, houve abertura de 12 novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. Entre itens liberados estão carne de aves, farelo de amendoim, gergelim, noz-pecã, sorgo, pescado, uvas e farinhas e óleos de origem animal.
Em 2025, a China manteve-se como destino principal das exportações do agronegócio brasileiro, com compras de US$ 55,22 bilhões. O complexo soja teve destaque, com US$ 34,61 bilhões, representando mais de 62% do total do setor.
Outros setores também contribuíram, como carnes (US$ 9,82 bilhões), produtos florestais (US$ 5,06 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 1,90 bilhão) e fibras/têxteis (US$ 872 milhões). As importações brasileiras de produtos agropecuários chineses somaram US$ 1,59 bilhão.
No agregado, o fluxo comercial entre Brasil e China alcançou US$ 170,9 bilhões em 2025. A China respondeu por 28,7% das exportações brasileiras e 42,6% do superávit brasileiro, com soja, minério de ferro e petróleo bruto entre os itens mais exportados.
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