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LFTB11 se torna o queridinho entre ETFs de renda fixa

ETF LFTB11 avança na renda fixa com eficiência tributária e liquidez, reduzindo come-cotas e exigindo IR apenas na venda das cotas

LFTB11
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  • O ETF LFTB11, da Investo, lançado no fim de 2024, rapidamente se tornou um dos mais negociados na renda fixa da B3, figurando entre os dez maiores em patrimônio e entre os cinco com maior volume.
  • A carteira do LFTB11 é composta por cerca de noventa e um por cento de LFTs (títulos atrelados à Selic) e nove por cento de NTN-Bs longas, combinando liquidez com vantagem tributária ao manter o regime de imposto de renda em 15 por cento.
  • Diferente de fundos tradicionais, o LFTB11 não aplica o come-cotas; o IR é pago apenas na venda das cotas, o que, segundo a gestora, pode gerar ganho líquido significativamente maior no longo prazo.
  • Outros diferenciais são a ausência de IOF, a liquidez em D+1 e a versatilidade de uso: defesa de longo prazo, reserva de oportunidade ou garantia em operações com derivativos.
  • O cenário atual, com NTN-Bs a juros reais acima de 7 por cento, tem favorecido o apelo do ETF, que tende a se beneficiar em ciclos de fechamento da curva de juros, embora não haja garantia de retorno acima do CDI.

Os ETFs de renda fixa ganham espaço entre investidores brasileiros, que buscam eficiência tributária, liquidez e praticidade na gestão. Entre eles, o LFTB11, da Investo, destacou-se rapidamente desde seu lançamento no fim de 2024. O produto figura entre os mais negociados da B3 no segmento de renda fixa e está entre os 10 maiores em patrimônio, segundo a gestora.

A adoção do ETF reflete o interesse por renda fixa negociada em bolsa, associando gestão simplificada a menor impacto tributário no longo prazo. O LFTB11 vem ganhando atenção pela combinação entre liquidez diária e estrutura fiscal favorável para determinadas faixas de prazo.

Qual o diferencial do LFTB11?

A carteira do LFTB11 combina majoritariamente títulos atrelados à Selic com uma fatia menor de NTN-Bs de prazo mais longo. Cerca de 91% são LFTs e 9% NTN-Bs longas, buscando manter volatilidade próxima à renda fixa pós-fixada com vantagem tributária.

A estrutura permite que o ETF tenha comportamento semelhante à Selic no dia a dia, mantendo, ao mesmo tempo, a regra de IR de renda fixa de longo prazo. A presença das NTN-Bs atende a uma exigência regulatória de prazo médio da carteira.

Impacto tributário

Uma das principais razões para a popularidade do LFTB11 é a eficiência tributária. Ao contrário de fundos tradicionais, o ETF não aplica o come-cotas; o imposto incide apenas na venda das cotas. A gestora aponta ganhos líquidos significativos no longo prazo em comparação a fundos sujeitos ao come-cotas.

Em simulações, com retorno anual de 10%, o ganho líquido em 10, 20 e 30 anos pode superar o de fundos que sofrem o regime semestral. A gestão também destaca ausência de IOF e liquidez em D+1 como vantagens adicionais.

Cenários de atuação e perspectivas

O histórico do índice que o ETF acompanha, o MarketVector Brazil Treasury 760 Day Target Duration, sugere que o LFTB11 tende a se valorizar quando há quedas nas taxas de juros de longo prazo. A NTN-Bs longas costumam se valorizar nesse ambiente, beneficiando o ETF.

Atualmente, a NTN-B 2060 opera com juros reais acima de 7% ao ano, patamar que historicamente costuma preceder movimentos de fechamento das taxas longas. Mesmo assim, a gestora ressalta que o desempenho não é garantido e o investimento deve ser de longo prazo.

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