- Acordo de livre‑comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor em 1º de maio, após ser celebrado em 17 de janeiro deste ano.
- O acordo prevê a eliminação de tarifas sobre cerca de noventa por cento do comércio recíproco em um prazo de quinze anos e incentiva investimentos.
- As negociações começaram no início dos anos dois mil, sob as presidências de Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, e Jacques Chirac, da França.
- O tratado está em analise pela Corte Europeia de Justiça, com decisão sobre a legalidade prevista entre doze e vinte e quatro meses.
- O acordo envolve cerca de setecentos e vinte milhões de consumidores e um PIB de aproximadamente trinta e quatro trilhões de dólares em paridade de compra, formando um polo econômico relevante.
O acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado em 17 de janeiro e entrou em vigor em 1º de maio. A proposta prevê a eliminação gradual das tarifas sobre a grande maioria dos produtos comercializados entre os dois blocos.
Segundo o professor Alberto do Amaral, o acordo liberaliza o comércio bilateral e elimina tarifas em até 15 anos para cerca de 90% do fluxo recíproco. A negociação teve início no começo dos anos 2000, sob a atuação dos ex-presidentes FHC e Jacques Chirac.
Acordo envolve uma base econômica ampla, com aproximadamente 720 milhões de consumidores e um PIB agregado de cerca de US$ 34 trilhões, segundo o colunista. O objetivo é incentivar investimentos e reforçar a integração regional.
O acordo enfrenta avaliação da Corte Europeia de Justiça, que deverá decidir sobre a legalidade num período entre 12 e 24 meses. A decisão pode influenciar o andamento da implementação em etapas.
Na análise de Amaral, o pacto pode criar um novo polo dinâmico da economia internacional, similar aos blocos da América do Norte e da Ásia. O encaminhamento depende de como o acordo será recebido por mercados e investidores.
Uma Olhar sobre o Mundo, com o professor Alberto Amaral, vai ao ar quinzenalmente. A atração é transmitida pela Rádio USP, com exibição também no YouTube, em parceria entre Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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