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Morgan Stanley prevê alta da bolsa brasileira de até 67% com mudança pós-eleição

Morgan Stanley aponta mudança de política após eleições de 2026, com alta prevista de até 67% do Ibovespa em dólares.

Instituição projeta Ibovespa em alta de 31% no cenário-base e diz que investidores apostam em agenda mais pró-mercado após 2026.
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  • Morgan Stanley vê o Ibovespa subir até 67% em dólares se houver mudança de política após as eleições de 2026 no Brasil, com o mercado precificando essa possibilidade.
  • O banco mantém o Brasil como o mercado preferido na América Latina, mesmo com desempenho recente mais fraco que a Ásia emergente e a Wall Street.
  • Projeção: retorno de 31% em reais para o Ibovespa até meados de 2027 (equivale a 22% em dólares).
  • Cenários: cenário otimista aponta alta de 67% em dólares; cenário pessimista prevê queda de 35%. A recuperação depende de cortes de juros e reequilíbrio fiscal.
  • Estilo de investimento recomendado: maior foco em investimento e exportações, com preferência por setores financeiros, de materiais, energia e serviços públicos, e menos em consumo e governo; ações selecionadas como favoritas incluem Axia Energia, BTG Pactual, XP, B3, Petrobras e Banco do Brasil.

O Morgan Stanley projeta alta expressiva para a bolsa brasileira caso haja mudança de política após as eleições de 2026. O Ibovespa pode subir até 67% em dólares, conforme o relatório da instituição. Mesmo com desempenho recente abaixo de peers, o Brasil segue como o mercado preferido da LATAM.

Segundo o estudo, o cenário base aponta 31% de retorno em reais até meados de 2027, equivalente a 22% em dólares. Em cenário otimista, o ganho chega a 67% em dólares; em pessimismo, há queda de 35%.

A diferença entre cenários reflete a aposta em mudança de política e na transição do consumo para o investimento. O relatório destaca que o grupo ligado à reviravolta econômica rende 86% em dólares desde jan/2025, ante 68% de títulos ligados à continuidade.

Aposta no investimento e exportações

A tese central é que o Brasil precisa reequilibrar a economia, reduzindo gastos públicos e juros altos para estimular investimentos e exportações. O PIB não é o único determinante; a qualidade do crescimento pesa mais.

A ideia privilegia setores financeiro, de materiais, energia e serviços públicos. Evita ações ligadas a consumo básico, saúde e tecnologia, em busca de ganhos com queda de juros e recuperação do mercado.

Entre ações recomendadas, o relatório cita AXIA3, BTG Pactual (BPAC11), XP (XP) e B3 (B3SA3) como financeiras preferidas. Também aparecem Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) entre oportunidades associadas a investimento.

Fluxos, juros e eleições

O Morgan Stanley aponta que o Brasil estaria overbought por gestores globais e oversold por investidores locais, abrindo espaço para retorno de capital doméstico com queda de juros. Previu cortes de 450 pontos-base na Selic até 2027, para 13% no fim de 2026 e 10,5% em 2028.

Estimativas indicam fluxo de aproximadamente US$ 23 bilhões para fundos de ações locais, caso ocorram quedas de juros. A participação de recursos globais no MSCI Emerging Markets também pode aumentar, elevando o peso do Brasil no índice.

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