- Edmund S. Phelps morreu aos 92 anos na sexta-feira, 15, em casa, em Manhattan; a família informou que a causa foi a doença de Alzheimer.
- Foi vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2006 por pesquisas que questionaram a relação entre inflação e desemprego e influenciaram a busca por inflação baixa pelos bancos centrais.
- Entre suas contribuições está o artigo de 1968 Money-Wage Dynamics and Labor-Market Equilibrium, que introduziu a ideia de taxa de desemprego de equilíbrio e a importância das expectativas de inflação.
- Carreira acadêmica: doutor pela Universidade Yale em 1959, atuou em Yale, Pensilvânia e Columbia, onde passou grande parte da carreira e comandava o Centro de Capitalismo e Sociedade; aposentou-se em 2021.
- De vida pessoal, deixou a esposa Viviana Phelps e filhos; suas ideias influenciaram a forma como bancos centrais pensam políticas de inflação e desemprego.
Edmund S. Phelps, Nobel de economia em 2006, morreu aos 92 anos na sexta-feira, 15, em sua casa em Manhattan, nos EUA. A causa foi a doença de Alzheimer, segundo a esposa, Viviana Phelps. A notícia confirma o falecimento do pesquisador conhecido por desafiar a visão tradicional sobre inflação e desemprego.
Phelps ganhou o Nobel por um trabalho que influenciou a política monetária. Sua pesquisa mostrou que manter inflação baixa facilita políticas estáveis no longo prazo e que o desemprego de equilíbrio é parte de uma economia saudável. Suas ideias ajudaram bancos centrais a priorizar a estabilidade de preços.
Ele nasceu em Evanston, Illinois, em 1933, e construiu carreira acadêmica sólida nos EUA. Formou-se em Amherst, fez doutorado em Yale e lecionou em Yale, na Pensilvânia e, principalmente, na Universidade Colúmbia, onde atuou por mais de 50 anos.
Contribuições científicas
A obra de Phelps destacou a importância das expectativas de inflação para determinar o comportamento de preços e salários. Ele argumentou que uma parte do desemprego é inevitável para manter a economia saudável a longo prazo.
Sua abordagem influenciou o pensamento de banqueiros centrais, que passaram a buscar inflação baixa e expectativas ancoradas para sustentar políticas macroeconómicas estáveis.
Ao longo da carreira, Phelps publicou dezenas de livros e artigos, abordando economia sem se vincular rigidamente a uma posição ideológica. Sua visão permaneceu centrada na compreensão de mecanismos de mercado.
Legado e trajetória
Phelps encerrou a atuação docente em 2021, mantendo o papel de líder no Centro de Capitalismo e Sociedade da Columbia University. Nas décadas em que esteve ativo, colaborou com estudiosos e abriu espaço para discussões sobre crescimento, inovação e desemprego.
O economista também participou de iniciativas públicas, incluindo uma carta com laureados do Nobel que avaliou impactos de políticas econômicas em cenários eleitorais. Sua obra continua a influenciar estudos sobre política monetária e estabilidade econômica.
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