- Omnia assinou acordo de US$ 2 bilhões com a Casa dos Ventos para fornecer energia ao data center do TikTok no Ceará, na Zona de Processamento de Exportação do Pecém, em investimento total estimado de R$ 200 bilhões nos próximos dez anos.
- O contrato, de vinte anos, prevê autoprodução de energia, com Omnia como sócia nos parques de geração; a maior parte virá do Complexo Eólico Ibiapaba (630 MW) e parte do parque Dom Inocêncio, no Piauí.
- A 1ª fase terá 200 MW de capaciade de TI, com consumo estimado de 300 MW, suficiente para abastecer cerca de 2,2 milhões de pessoas, e operação 100% com energia limpa e produção nova.
- O data center ocupa 34 hectares entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, e será exclusivo para exportação de serviços; obras começaram em 6 de janeiro de 2026, com operação a partir do terceiro trimestre de 2027 e expansão até 2029.
- Estima-se criação de 550 empregos diretos e indiretos, mais 3.800 durante obras; o sistema de resfriamento é de circuito fechado, com consumo hídrico máximo de 30 mil litros diários, total de água do complexo entre 40 e 50 residências; licenças da Semace já foram obtidas.
A Omnia, empresa de data centers controlada pela Pátria Investimentos, fechou um acordo de US$ 2 bilhões com a Casa dos Ventos para abastecer o data center do TikTok no Ceará. O projeto fica na Zona de Processamento de Exportação do Pecém, em Caucaia, próximo a Fortaleza. O contrato tem 20 anos e usa o modelo de autoprodução de energia.
A operação envolve a geração de energia da Casa dos Ventos, com foco no Complexo Eólico Ibiapaba, de 630 MW, no Ceará. Parte do consumo virá de outro parque, o Dom Inocêncio, no Piauí. A maior fatia será fornecida pela usina que atende o empreendimento.
Para a Casa dos Ventos, o acordo é o maior com um único cliente e sustenta a expansão de geração, com previsão de aumentar 2,1 GW de capacidade instalada. A empresa espera investimentos totais de R$ 11 bilhões.
A primeira fase prevê 200 MW de TI e cerca de 300 MW de consumo, suficiente para atender 2,2 milhões de pessoas. A energia será 100% limpa e proveniente de nova produção, conforme exigência das ZPEs.
Conexão global e localização
O data center ocupará 34 hectares entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza. A instalação será voltada para exportação de serviços, processando dados de usuários fora do Brasil.
A escolha do Pecém faz parte de plano de longo prazo do CEO Rodrigo Abreu, visando transformar a região num campus global de data centers hyperscale. A proximidade de cabos submarinos fortalece a conectividade com Europa e África.
Cronograma e impactos
As obras começaram em 6 de janeiro de 2026. A fase inicial envolve preparação do terreno e terraplenagem. A operação deve iniciar no terceiro trimestre de 2027, com ampliação até 2029.
Segundo o Conselho Nacional das ZPEs, a operação criará 550 empregos diretos e indiretos e 3.800 vagas durante as obras. O projeto também visa reduzir impactos ambientais por meio de licenças e medidas de gestão hídrica.
Sustentação técnica e controvérsias
O sistema de resfriamento é de circuito fechado, com água sendo recirculada. O consumo hídrico total é estimado entre 40 e 50 mil litros por dia, equivalente a 40 residências. Associações ambientais questionam impactos e uso de água.
O CEO da Omnia afirma que o empreendimento está licenciado e atende às exigências ambientais. As licenças Prévia, de Instalação e de Operação foram concedidas pela Semace.
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