- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que não há rivalidade entre o PIX e cartões de crédito.
- O PIX já representa 54,7% das operações de todos os meios de pagamento no segundo semestre de 2025, segundo o Banco Central.
- Galípolo disse que o PIX ampliou a bancarização, levando mais pessoas a ter cartão de crédito.
- A Casa Branca, em relatório de abril, aponta risco para as grandes empresas americanas de cartões diante do PIX.
- O documento cita que o uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira que não existe rivalidade entre o PIX e os cartões de crédito. A declaração ocorreu durante a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.
De acordo com dados do BC, o PIX já responde por 54,7% das operações envolvendo todos os meios de pagamento no segundo semestre de 2025. O sistema de transferências em tempo real tem ganhado espaço no país.
Galípolo reforçou que o PIX ampliou a bancarização, aumentando o número de novas contas e, consequentemente, o volume de empréstimos por cartão de crédito. Segundo ele, o PIX integrou pessoas antes à margem do sistema financeiro.
Projeções norte-americanas e impactos no mercado de pagamentos
Apesar da defesa da coexistência entre PIX e cartões, um relatório da Casa Branca, divulgado em abril, aponta riscos para empresas de pagamento dos EUA. O documento sugere que o BC pode favorecer o PIX, o que, segundo o texto, prejudicaria fornecedoras americanas.
O relatório afirma que o BC criou e regula o PIX, enquanto stakeholders norte-americanos temem tratamento preferencial para o sistema. O uso obrigatório do PIX seria aplicável a instituições com mais de 500 mil contas.
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