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Seguro de responsabilidade civil cresce entre médicos

Com o aumento da judicialização da saúde, médicos recorrem ao seguro de responsabilidade civil para proteger patrimônio e reputação, com suporte jurídico especializado

Imagem do Magnific/Drazen Zigic / DINO
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  • A judicialização da saúde no Brasil tem se intensificado, com cerca de oitocentos e oitenta mil processos pendentes até agosto de 2025, distribuídos entre a Justiça Estadual (aproximadamente 770 mil), Justiça Federal (cerca de 96,9 mil) e Tribunais Superiores (em torno de 13,7 mil).
  • O seguro de responsabilidade civil profissional ganha relevância como proteção financeira e de reputação diante de condenações ou acordos judiciais.
  • O presidente da Genebra Seguros, Guilherme Silveira, destaca que médicos enfrentam questionamentos jurídicos mesmo atuando com diligência e melhores práticas.
  • O seguro oferece suporte jurídico especializado, contratação de advogados, cobertura de honorários e custas processuais, contribuindo para uma defesa estruturada.
  • A cobertura abrange danos corporais, materiais e morais, com possibilidades adicionais para múltiplas instituições, procedimentos de maior risco, ensino, pesquisa e exposição em meios digitais, além de orientação preventiva e gestão de reclamações.

A judicialização da saúde no Brasil segue em crescimento, ampliando a exposição de médicos a riscos jurídicos. Até agosto de 2025, a soma de processos pendentes alcançou cerca de 880 mil, distribuídos entre a Justiça Estadual, Federal e Tribunais Superiores. A tendência aumenta a demanda por mecanismos de proteção financeira e reputacional.

Especialistas destacam que o seguro de responsabilidade civil profissional aparece como ferramenta estratégica diante desse cenário. Segundo Guilherme Silveira, CEO da Genebra Seguros, a medicina é uma atividade propensa a questionamentos, mesmo quando realizada com diligência e boas práticas. O seguro ajuda a manter o patrimônio do médico e sustenta a defesa técnica.

Na prática, a apólice cobre reclamações de terceiros envolvendo danos decorrentes de erro profissional, omissão ou falha no exercício da medicina. Abrange diagnósticos incorretos, complicações de procedimentos, dúvidas sobre condutas clínicas e falhas na comunicação de riscos. O seguro não implica erro comprovado, mas facilita a defesa quando há alegação ou processo.

Benefícios além da proteção financeira

O suporte jurídico especializado é um dos pilares do seguro. Ao receber uma notificação ou ação, a seguradora pode contratar advogados especializados, cobrir honorários e custas processuais, assegurando uma defesa estruturada. Demandas médicas costumam envolver perícias técnicas e debates sobre protocolos clínicos, tornando o acompanhamento técnico essencial.

A cobertura básica atua sobre danos corporais, materiais e, muitas vezes, danos morais. Há ainda opções para ampliar a proteção a múltiplas instituições, procedimentos de maior risco, atividades de ensino ou pesquisa e até exposição em meios digitais. A flexibilidade permite ajustar a apólice à realidade do médico.

Mitos comuns

Muitos acreditam que o seguro é necessário apenas para quem já enfrentou processos ou para especialidades de alto risco. Na prática, qualquer profissional pode ser alvo de questionamentos jurídicos. Outro equívoco é pensar que a função principal é pagar indenizações; o suporte técnico e jurídico costuma ser tão relevante quanto a cobertura financeira.

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