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Setor produtivo vê risco econômico com mudanças na taxa das blusinhas e 6×1

CACB e Acif ressaltam que alterações na taxa das blusinhas e na escala 6x1, em ano eleitoral, podem elevar custos e comprometer empregos no varejo

"O consumidor final será o maior prejudicado", frisou o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, sobre redução de jornada - (crédito: Divulgação)
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  • CACB e a Associação Empresarial de Florianópolis criticam debates sobre a redução da “taxa das blusinhas” e a possível mudança da escala 6×1, afirmando que afetam competitividade, custos e empregos, em ano eleitoral.
  • Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, diz que o tema não deve ser discutido em ano eleitoral e que mudanças podem repassar custos ao empregador e gerar inflação.
  • Célio Antônio Bernardi Junior, presidente da Acif, afirma que mais de cinco mil empresários são atingidos e que o debate precisa de análise aprofundada dos impactos econômicos.
  • Dados da CACB indicam que o setor de vestuário e acessórios é muito exposto à concorrência externa; micro e pequenas empresas do ramo tiveram queda de 15,9% no faturamento em março de 2026, e estudo aponta que a taxação poderia ter preservado 135 mil empregos e mantido R$ 20 bilhões na economia.
  • A Acif reforça que a questão envolve competitividade e isonomia, e que empresas já revisam custos e estruturas diante da possibilidade de mudanças, cada uma conforme sua realidade.

A CACB e a Acif criticam a condução do debate sobre a redução da chamada “taxa das blusinhas” e a possível mudança da escala 6×1, destacando impactos na competitividade, nos custos e na geração de empregos. As entidades apontam que as mudanças podem ocorrer em ano eleitoral, o que, segundo elas, não é o momento adequado para tratar do tema.

Representantes de varejo, serviços e restaurantes afirmam que alterações sem estudo aprofundado elevam custos logísticos e trabalhistas. De acordo com as entidades, a escala 6×1 é fundamental para o funcionamento quase diário desses setores, e repassar custos ao empregador seria inviável. O efeito imediato seria potencial inflação no preço final ao consumidor.

Célio Antônio Bernardi Junior, da Acif, cita mobilização de milhares de empresários já impactados por uma possível mudança. Ele afirma que o tema exige debate técnico detalhado e observação de impactos econômicos locais, já que cada empresa tem realidade distinta. O grupo continua acompanhando a discussão em Florianópolis.

Taxa das blusinhas

Dados da CACB mostram alta exposição do vestuário e acessórios à competição externa, com parte relevante do setor formado por micro e pequenas empresas. Estima-se que o faturamento dessas entidades tenha recuado 15,9% em março de 2026, enquanto estudo anterior indica que a taxação poderia manter 135 mil empregos e evitar perda de até R$ 20 bilhões na economia.

Para a Acif, o ponto central envolve competitividade. A entidade ressalta que o objetivo é manter igualdade de condições entre empresas, evitando decisões que possam prejudicar o empresariado local. A avaliação é de que medidas sem análise adequada costumam impactar negativamente o mercado.

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