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XP amplia captação com FGC e registra lucro de R$ 1,32 bi no 1º tri

XP encerra o 1T26 com lucro de R$ 1,32 bi, captação líquida de R$ 38 bi via Master e aprova programa de R$ 1 bi mais dividendos de R$ 500 mi para junho

XP Investimentos — Foto: Divulgação
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  • A XP Inc. encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,32 bilhão, queda de 0,97% ante o trimestre anterior, mas alta de 7% frente ao mesmo período de 2025.
  • A captação líquida no varejo somou R$ 38 bilhões, impulsionada por R$ 19 bilhões de recursos extraordinários do reembolso de investidores do Master; saídas de R$ 4 bilhões ocorreram no segmento corporate e institucional.
  • O total de ativos na custódia chegou a R$ 1,529 trilhão, alta de 15,1% em 12 meses; ativos totais de clientes, gestão e fundos somaram R$ 2,142 trilhões, avanço de 21% em um ano.
  • A XP aprovou um novo programa de recompras de ações no valor de R$ 1 bilhão e anunciou o pagamento de R$ 500 milhões em dividendos, previsto para junho; com projeções, o retorno de dividendos em 2026 deve ficar acima de 10%.
  • O banco de investimento registrou receita de R$ 3,77 bilhões no varejo (queda de 2,3% QoQ, +8% YoY) e R$ 1,15 bilhão no atacado (alta de 26% YoY, -7,7% QoQ); o EBT ficou em R$ 1,418 bilhão, -14% QoQ, +8% YoY; houve ajuste com a marcação a mercado em renda fixa.

A XP Inc. fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de 1,32 bilhão de reais, queda de 0,97% ante o trimestre anterior, mas alta de 7% na comparação com igual período de 2025. O desempenho foi sustentado pela recuperação de captação impulsionada pelo reforço de liquidez decorrente do Master.

Com a injeção de 19 bilhões de reais em recursos extraordinários do reembolso de investidores do Master, a captação líquida no varejo atingiu 38 bilhões. Saídas somaram 4 bilhões no segmento corporativo e institucional, enquanto a plataforma manteve uma fatia relevante dos pagamentos já feitos aos clientes.

A XP informou que cerca de 25 bilhões de reais já pagos aos clientes foram retidos em 77% pela empresa. Sem o efeito Master, a captação líquida cairia para 14 bilhões, ou 41,7% menor que há um ano.

Desempenho financeiro e operações

O total de ativos sob custódia chegou a 1,529 trilhão de reais ao fim de março, alta de 15,1% em 12 meses e 2,5% no trimestre. Considerando ativos de clientes, gestão e fundos, a XP soma 2,142 trilhões, avanço de 21% em 12 meses.

O lucro por ação subiu 9% no intervalo anual, impulsionado principalmente pelas recompras de ações. A companhia aprovou um novo programa de recompra de 1 bilhão de reais e anunciou o pagamento de 500 milhões em dividendos, previsto para junho. A administração projeta retorno de dividendos superior a 10% em 2026.

As receitas no varejo somaram 3,77 bilhões de reais, queda de 2,3% no trimestre, mas alta de 8% ante o primeiro trimestre de 2025. No banco de atacado, as receitas atingiram 1,15 bilhão, avanço de 26% na comparação anual, porém recuo de 7,7% frente ao trimestre anterior. O lucro antes de impostos foi de 1,418 bilhão, queda de 14% no trimestre e alta de 8% em 12 meses.

Na área de renda fixa, o desempenho foi afetado pela marcação a mercado, com o aumento das taxas de títulos no secundário. A XP mantém portfólio de crédito com papéis de alto grau de qualidade, segundo o CEO Thiago Maffra, que também destacou ausência de inadimplência relevante.

Perspectivas e mudanças

A XP espera manter a trajetória de crescimento de receita para cumprir metas traçadas no fim de 2023 para 2024-2026. A projeção de receita para 2026 aponta ganho próximo a 16% e a margem de EBT fica em patamar próximo de 30%. O índice de Basileia está em 20,7%.

A empresa planeja ampliar a atração de recursos, destacando que o patamar considerado estável é de cerca de 20 bilhões de reais, mas a liderança de mercado exigiria captação próxima de 35 bilhões nos próximos anos. A estratégia inclui diversificação com novos produtos, como conta, cartão, câmbio, crédito e seguros.

Ao deixar claro o foco na expansão, a XP informou a chegada do novo diretor financeiro Gustavo Alejo, substituindo Victor Mansur. Alejo tem passagem de mais de 26 anos pelo Santander, contribuindo para o andamento dos planos de negócios.

No segundo semestre, a companhia retomará planos de crédito para micro, pequenas e médias empresas, com linhas ligadas à antecipação de recebíveis, duplicatas e subadquirência, conectando captura com operações de pagamento. A avaliação de crédito permanece conservadora, segundo a direção.

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