- Alta do diesel, aliada a instabilidades globais, acelera a adoção de tecnologia e leva o setor de transporte a operar com gestão de dados em tempo real.
- O Guia de Tendências de Gestão de Frotas e Logística 2026 aponta que noventa por cento das empresas priorizam a redução de custos.
- Quarenta e quatro por cento? (corrigir) Não — sessenta e quatro vírgula um por cento estão retomando a gestão de frotas próprias para recuperar controle operacional e reduzir exposição a oscilações externas.
- Videotelemetria já está presente em mais de setenta e três por cento das operações, ajudando a corrigir desvios na condução e a reduzir o consumo de combustível em até quarenta por cento.
- Em termos de segurança, o uso de soluções preventivas pode reduzir tombamentos em até oitenta por cento e acidentes em até noventa e três por cento; ainda há desafios de integração, com cerca de trinta e cinco por cento das empresas operando com processos manuais ou sistemas isolados e apenas vinte e sete por cento com gestão integrada de dados; o setor caminha para gestão por exceção.
A alta do diesel, aliada a instabilidades globais, acelera mudanças estruturais no transporte brasileiro. Empresas buscam eficiência e passam a apostar em gestão orientada por dados para manter a operação estável.
Dados do Guia de Tendências de Gestão de Frotas e Logística 2026, da Platform Science, indicam que 90% das empresas priorizam a redução de custos. Além disso, 64,1% estão retomando frotas próprias para ganhar controle operacional.
Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, o setor enfrenta uma inflação logística que afeta a rentabilidade. O diesel tornou o principal componente entre lucro e prejuízo.
Do rastreamento à gestão preditiva
A evolução envolve migração do rastreamento tradicional para a gestão de dados em tempo real. A videotelemetria já está presente em 73% das operações, ajudando a corrigir desvios durante a jornada.
Os ganhos, segundo o estudo, podem reduzir o consumo de combustível em até 40% e diminuir a ociosidade do motor. A segurança também é impactada pela implementação de soluções preventivas.
Ainda há entraves na integração de sistemas. Cerca de 35% das empresas mantêm processos manuais ou sistemas isolados, enquanto 27% contam com gestão de dados totalmente integrada.
Gestão por exceção
O setor avança para um modelo em que plataformas acionam gestores apenas diante de desvios críticos. A tendência é que segurança, produtividade e custos passem a atuar de forma complementar.
O relatório aponta que, apesar dos avanços, a transformação depende de maior integração de dados e de adoção de tecnologias de gestão preditiva em escala.
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