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Auditoria da Previdência expõe fundos do Master; ministro não dá detalhes

Queiroz: auditorias de dois mil e vinte e quatro embasaram investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master, mas detalhes ficam em sigilo

Wolney Queiroz, ministro da Previdência, foi convocado por comissão do Senado para falar do caso
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  • O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que dados passados à polícia não podem ser divulgados e foi convocado por comissão do Senado para falar do caso.
  • Auditorias de 2024, realizadas pela Previdência Social, teriam embasado investigações que levaram à apuração de investimentos irregulares de regimes próprios de previdência de estados e municípios no Banco Master.
  • Não há recursos dos fundos de pensão fechados aplicados no Banco Master; a maior parte das aplicações envolve fundos de estados e municípios, com ao menos 970 milhões de reais no Banco Master.
  • Segundo Queiroz, o problema ocorreu apenas em regimes próprios mantidos por estados e municípios para pagamento de aposentadorias e pensões, e não em fundos de pensão fechados.
  • A Polícia Federal classificou informações como sensíveis e determinou sigilo sobre detalhes das auditorias; o ministro mencionou que já ocorreram operações da PF relacionadas a fraudes no INSS.

Wolney Queiroz, ministro da Previdência, afirmou em entrevista ao programa Bom dia, Ministro que detalhes das auditorias realizadas em 2024 não poderão ser tornados públicos. Ele foi convocado por uma comissão do Senado para esclarecer o caso envolvendo fundos de pensão.

Segundo o ministro, as investigações que resultaram em ações da Polícia Federal partiram de auditorias da própria Previdência Social em cidades brasileiras. Dados desses levantamentos foram encaminhados à PF para as apurações.

Parte relevante do dinheiro investido por estados e municípios está concentrada no Banco Master. Do total de 1,7 bilhão aplicado por regimes próprios, pelo menos 970 milhões estariam ligados ao investidor Daniel Vorcaro, o que representa mais de 7% do montante.

Queiroz garantiu que nenhum recurso de fundos de pensão fechados foi aplicado no Banco Master. Ele destacou que o conjunto dos fundos de pensão movimenta cerca de 1,4 trilhão de reais e é supervisionado pela Previc, ligada ao Ministério da Previdência Social.

A identificação de irregularidades ocorreu apenas em regimes próprios mantidos por estados e municípios. Após o diagnóstico, o ministério realizou auditorias em diversas cidades e enviou informações à Polícia Federal, que abriu operações nos locais apontados.

O ministro ressaltou que a PF classificou as informações como sensíveis e determinou sigilo sobre detalhes das auditorias. Ele informou ainda que não pode divulgar nomes de outras cidades investigadas para não atrapalhar as apurações.

Sobre as operações da PF envolvendo o INSS, Queiroz disse que, desde seu início no ministério no ano passado, já foram realizadas mais de 63 operações com previsão de ressarcimento de cerca de 350 milhões de reais aos cofres públicos.

Os senadores que convocaram o ministro, entre eles Renan Calheiros, buscam esclarecer informações sobre as auditorias de investimentos de 2024 e 2025. O pedido aponta que documentos técnicos autorizavam aplicações no Banco Master com conteúdo similar a materiais publicitários do banco.

Contexto das investidas e balanço dos fundos

Relatórios da Folha de S.Paulo indicam que 18 entidades aplicaram 1,87 bilhão de reais no Banco Master. O rombo potencial deverá ser coberto com recursos de estados e municípios.

Entre os casos mais relevantes está Rioprevidência, com quase 500 milhões de reais, seguido por Amprev. Também há fundos de órgãos estaduais, como o Amazonas, que detêm dezenas de milhões em letras financeiras do Master.

Em Cajamar (SP), o fundo de aposentadoria possuía quase 100 milhões de reais em títulos do banco, equivalente a 15,4% do total. Em São Roque (SP), o montante chega a 55,8 milhões, ou 10,58% do total. Em Aparecida de Goiânia (GO), o patrimônio tem 42,3 milhões de reais em títulos do Master.

Em 2025, o governo federal endureceu regras de investimento para regimes próprios de previdência. O CMN aprovou resolução que restringe a exposição a um mesmo emissor e exige governança adequada para investimentos de maior risco, limitando aplicações em títulos públicos ou fundos de renda fixa com lastro em dívida pública.

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