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BNDES e Vale criam fundo para terras raras; regulação é ameaça

Fundo apoiado por BNDESPar e Vale mira até R$ 1 bilhão para minerais críticos; regulação em debate no Congresso pode acelerar ou frear o setor

BNDES e Vale lançam fundo para terras raras – mas regulação é ameaça
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  • Fundo para minerais críticos, ancorado pela BNDESPar e pela Vale, busca captar até R$ 1 bilhão e já planeja os primeiros aportes ainda neste ano.
  • O veículo é gerido por um consórcio das gestoras Régia Capital, Ore Investments e BB Asset; esta última já captou mais de R$ 100 milhões para compra de cotas do FIP.
  • A BNDESPar e a Vale irão participar com 25% do capital comprometido, com mínimo de R$ 100 milhões e máximo de R$ 250 milhões cada.
  • O foco inclui terras raras, nióbio, cobre, urânio, grafite, lítio e outros minerais críticos; o prazo do FIP é de dez anos (quatro para investimentos e até seis para venda).
  • A regulamentação em tramitação no Congresso é determinante, com debates sobre conselho governamental e contratos de fornecimento; mudanças podem estimular ou dificultar o setor.

Um fundo para apoiar a exploração de minerais críticos no Brasil começou a captar recursos. Ancorado pela BNDESPar e pela Vale, ele pretende mobilizar até 1 bilhão de reais e já mira os primeiros aportes ainda neste ano.

O veículo é administrado por um consórcio de gestoras formado pela Régia Capital, Ore Investments e BB Asset. A BB Asset já captou mais de 100 milhões de reais para um fundo que comprará cotas do FIP. BNDESPar e Vale devem participar, cada uma com participação de 25%.

O foco de atuação inclui terras raras, nióbio, cobre, urânio, grafite, lítio e outros minerais considerados críticos. O objetivo é fomentar projetos desde a fase de exploração, com investimentos iniciais na casa de dezenas de milhões de reais.

Estrutura e objetivos

O Ore Régia FIP de Minerais Críticos foi criado após uma licitação do banco estatal para selecionar gestores. O fundo tem prazo de dez anos, com quatro anos para investir e até seis para a venda das participações. O consórcio gestor prevê um pipeline robusto de oportunidades.

Entre as gestoras, a Ore é a que mais avançou, com um portfólio de possibilidades na mineração. A participação de BNDESPar e Vale ainda depende de aprovação de governança interna, mantendo a estratégia de apoiar o desenvolvimento do setor no país.

Regulação e riscos

O avanço depende de como ficará a regulamentação em tramitação no Congresso. Um texto inicial já passou pela Câmara, com o governo buscando acelerar a votação no Senado. O objetivo é criar um marco para atrair investimentos, mas há pontos sensíveis.

Entre eles, a criação de um conselho governamental com poderes para homologar fusões, aquisições e contratos de fornecimento no setor. Analistas ressaltam que regras desfavoráveis podem inviabilizar projetos, especialmente se afetarem contratos de venda antecipada da produção.

O setor também segue atento a limitações a offtakes. Um ambiente regulatório estável é visto como crucial para viabilizar o financiamento da fase de desenvolvimento das minas. Entidade representativa do setor pede clareza sobre poderes do futuro conselho.

Perspektivas e cautelas

Especialistas destacam que a regulação adequada pode estimular investimentos e melhorar a competitividade do Brasil em minerais estratégicos. Contudo, mudanças abruptas ou excessivas podem comprometer a mineração nacional, segundo analistas.

Profissionais do setor enfatizam a importância de não afastar investidores com exigências excessivas ou obstáculos a contratos de exportação. O debate sobre o marco legal continua, com foco em equilibrar estímulo à mineração e salvaguardas regulatórias.

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