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Bolsas da Europa sobem com alívio nos preços do petróleo

Bolsas da Europa sobem com alívio nos preços do petróleo após a abertura parcial do Estreito de Ormuz, com atenção a juros e ao conflito no Oriente Médio

Operador na Bolsa de Valores de Frankfurt
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  • Bolsas da Europa fecharam em alta, impulsionadas pelo alívio nos preços do petróleo após a abertura parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã.
  • Principais índices da região subiram: FTSE 100, DAX, CAC 40, FTSE MIB e Ibex 35 apresentaram ganhos entre 0,99% e 2,16%.
  • O setor de defesa e aeroespacial avançou cerca de 3,3% ante o cenário geopolítico.
  • No radar dos investidores, o Banco da Inglaterra manteve cautela sobre possível aumento de juros, enquanto o BCE indica chance de aperto monetário em junho.
  • Empresas de tecnologia tiveram destaques: ASML avançou 6,6% e o setor subiu 3,1%; no setor bancário, Commerzbank subiu 3% e UniCredit ganhou 2,4% após questionamento sobre uma aquisição.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, 20, com alívio nos preços do petróleo após a abertura parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã. O movimento ocorreu em meio a sinais de retomada de navegação na região e a expectativas sobre o desdobramento de um acordo entre EUA e Irã.

O FTSE 100, em Londres, subiu 0,99%, fechando aos 10.432,34 pontos. O DAX, em Frankfurt, avançou 1,36%, aos 24.732,28 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,7%, fechando aos 8.117,42 pontos. Milão, Madri e Lisboa também registraram altas.

Milão registrou alta de 1,71%, com o FTSE MIB aos 49.181,66 pontos. O Ibex 35, de Madrid, avançou 2,16%, para 18.051,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,96%, aos 9.247,99 pontos. As cotações ainda são preliminares.

Entre motivos de movimento, a retomada parcial da navegação no Estreito de Ormuz sustentou o apetite por risco. Também circulam relatos de que o Paquistão pode anunciar, hoje, a versão final do texto do acordo entre EUA e Irã para encerrar hostilidades antes de negociações presenciais. Diante disso, o setor de defesa e aeroespacial avançou 3,3%.

Ainda sobre o cenário monetário, dirigentes do BoE mostraram cautela diante de possíveis novas altas de juros, considerando incertezas e riscos de inflação. Na Zona do Euro, o BCE e o BC da Bélgica sinalizaram atenções com aperto monetário caso o conflito se prolongue.

No mesmo dia, o presidente francês Emmanuel Macron indicou Emmanuel Moulin para comando do BCE francês, com aprovação no parlamento. O movimento ocorreu em meio a dados de inflação divergentes entre Reino Unido e zona do euro.

Entre destaques corporativos, a ASML fechou com alta de 6,6%, aguardando balanço trimestral da Nvidia. O setor de tecnologia aumentou 3,1% no pregão. No segmento bancário, o Commerzbank ganhou 3% e o UniCredit subiu 2,4% após a CEO alemã pedir aos acionistas que rejeitem a proposta de aquisição pela instituição italiana.

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