- Brasil lidera depósitos de patentes na América Latina e Caribe entre 2016 e 2020, com 45,6% do total.
- As áreas que usam direitos de propriedade industrial representam 13,6% do PIB do setor manufatureiro da região, gerando cerca de 1,6 milhão de empregos.
- No Brasil, essas indústrias correspondem a 16% do valor agregado da manufatura e empregam mais de 750 mil pessoas.
- Mais de 85% dos pedidos de patente são depositados por requerentes estrangeiros, com Estados Unidos respondendo por 36,2% e a Europa por 34,7%.
- O estudo envolve nove países da região (Brasil, Argentina, Chile, Colombia, Equador, El Salvador, México, Peru e Uruguai) e aponta defasagem entre onde a inovação é criada e onde é explorada.
O Brasil lidera na América Latina e no Caribe o número de depósitos de patentes entre 2016 e 2020, respondendo por 45,6% do total da região. O estudo conjunto da OEP e da Cepal aponta esse domínio, sustentado por setores estruturais da indústria nacional.
Ao todo, o ranking regional envolve 9 países e revela que áreas com uso intenso de direitos de propriedade industrial representam 13,6% do PIB do setor manufatureiro, gerando cerca de 1,6 milhão de empregos na região.
No Brasil, esses setores representam 16% do valor agregado da manufatura e empregam mais de 750 mil pessoas. A conclusão acompanha o relatório completo, disponível em PDF em inglês.
No panorama regional, mais de 85% dos pedidos de patente são apresentados por requerentes estrangeiros, com Estados Unidos respondendo por 36,2% e a Europa por 34,7%. A posição europeia aparece como parceira de relevância.
Para a Cepal, o ritmo de desenvolvimento depende de políticas públicas que integrem a propriedade industrial a estratégias de desenvolvimento produtivo, fortalecendo capacidades domésticas e o ecossistema de inovação.
A OEP ressalta que a produtividade nesses setores é maior que a média, e os salários tendem a ser 30% superiores. Isso evidencia o valor estratégico das patentes para a economia.
Os especialistas citados destacam que o Brasil já tem talentos e ciência robustos, mas aponta-se necessidade de maior comercialização, transferência de tecnologia e cooperação entre universidades e indústria.
O estudo também aponta um descompasso entre onde a inovação é criada e onde ela é de fato explorada, com a região gerando menos patentes próprias do que o total de tecnologias inventadas.
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