- Manuel Fernandez, amigo de Sarah Ferguson, usou ligações com o Palácio para ameaçar um trabalhador da vVoosh, sugerindo que haveria prisão por suposto hacking de emails ligados a “segurança real”.
- O funcionário, conhecido como Alex, gravou a reunião de 2017, em que a empresa enfrentava problemas financeiros; a polícia não abriu caso contra ele.
- Ferguson era investidora e “embaixadora” da vVoosh; Fernandez usou essa relação para impressionar investidores e staff, enquanto Ferguson nega envolvimento romântico.
- Fernandez e um segurança identificado como Mark Harry chegaram a dizer que o Palácio não investiga e que a matéria seria encaminhada a Scotland Yard; autoridades não comentaram.
- A vVoosh não lançou produto e faliu no ano passado; Ferguson possuía cerca de 1% das ações e emprestou £50 mil; administradores buscam cobrar uma quantia de £324.609 de um ex-diretor, amplamente considerado ligado a Fernandez.
Manuel Fernandez, aliado próximo de Sarah Ferguson, usou ligações com o Palácio para ameaçar um trabalhador de demissão judicial, conforme gravação obtida pela BBC. O episódio envolve o aplicativo de estilo de vida vVoosh, que não chegou a ser lançado e faliu no ano passado.
O trabalhador, identificado apenas como Alex, atuava na empresa há cerca de seis anos. Em junho de 2017, ele recebeu uma mensagem de Fernandez marcando uma reunião urgente no Palácio sobre investidores VIP. O encontro ocorreu no dia seguinte, em meio a dificuldades financeiras da startup.
Durante a reunião, um homem denominado Mark, cuja identidade não é confirmada, confiscou o celular de Alex e impediu o acesso a dados pessoais. A gravação mostra ameaças de prisão por suposto hacking de emails ligados a Ferguson.
Alex afirma não ter cometido hacking. Segundo ele, uma conta de e‑mail foi criada para Ferguson, mas ela nunca foi ativada, e mensagens foram encaminhadas para uma caixa comum. Fernandez e Mark teriam dito que outros funcionários também enfrentariam prisão.
Segundo a BBC, Fernandez e Mark alegaram que a Palace não toleraria o ato e insinuaram que o hacking envolvia a própria família real. Alega-se ainda pressão para cooperação em troca de leniência.
Fernandez criticou as acusações sobre sua conduta e a situação financeira da vVoosh. Ferguson, por sua vez, foi fotografada com Fernandez entre 2015 e 2017, mas negou envolvimento romântico, mantendo que eram apenas parceiros de negócios.
O histórico de Ferguson com investidores incluiu sua atuação como investidora e parceira da empresa. Ela também havia dado apoio financeiro, com empréstimos à startup, mas a vVoosh encerrou atividades no ano passado.
Após o encontro, Alex registrou um boletim de ocorrência, mas a polícia não abriu o caso. O advogado do trabalhador informou que ações legais seriam caras demais diante das dívidas não pagas.
A polícia de Londres não comentou o caso. A assessoria de Ferguson informou que não iria se pronunciar sobre assuntos ligados a ela. A BBC apurou documentos e contatos que apontam para o uso das ligações do Palácio para influenciar decisões internas.
A vVoosh, com sede em Shoreditch, tentava lançar uma rede social similar ao Facebook antes de fechar. O administrador estimou que a empresa levantou mais de 9 milhões de libras de investidores, incluindo crédito fiscal do governo.
Os administradores da empresa continuam buscando ressarcimento de dívidas e investigam a atuação de Fernandez como ex‑diretor. O caso envolve disputas sobre data e responsabilidade interna, com o status legal ainda em debate.
Alex relatou que Ferguson costumava visitar o escritório da empresa, enquanto Fernandez era apresentado como visitante frequente no Royal Lodge, residência da ex‑família real em Windsor. A relação entre as partes continua a ser objeto de perguntas sem respostas oficiais.
- Nota ao leitor: este texto reescreve informações disponíveis de fontes públicas para apresentar uma síntese factual, sem juízo de valor.
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