- O Valor Geral de Vendas nas principais cidades monitoradas pela DWV atingiu R$ 16,5 bilhões em 2025, sinalizando descentralização do capital imobiliário.
- Cidades médias como Porto Belo, Itapema, Itajaí e João Pessoa despontam como polos de crescimento, combinando demanda aquecida e valorização urbana.
- Incorporadoras passam a atuar de forma mais segmentada, com expansão geográfica apoiada por dados e planejamento de médio a longo prazo.
- O segmento de alto padrão ganha cada vez mais relevância, com foco em arquitetura, design e bem-estar, especialmente em mercados de maior renda.
- A inteligência de dados, incluindo liquidez por tipologia e acompanhamento de estoque em tempo real, passa a orientar decisões de posicionamento, expansão e portfólio.
O mercado imobiliário brasileiro volta a se reorganizar, com a descentralização do capital ganhando força. O Valor Geral de Vendas (VGV) das principais cidades monitoradas atingiu 16,5 bilhões de reais em 2025, segundo a DWV, plataforma de inteligência imobiliária.
Cidades médias passam a ser polos de investimento, ao lado de capitais. Portos Belo, Itapema, Itajaí e João Pessoa aparecem como exemplos de crescimento, com demanda aquecida e expansão urbana vinculada a maior valorização de imóveis.
A DWV aponta que a mudança não é apenas geográfica: as incorporadoras passam a atuar de forma mais segmentada, orientadas por dados e com foco em produtos de maior valor agregado. O movimento envolve planejamento de médio e longo prazo.
Pablo do Valle, diretor de parcerias da Benx Incorporadora, explica que a DWV orienta decisões estratégicas. O objetivo é expandir para cidades médias e polos regionais, não apenas nos grandes centros.
Segundo o executivo, a expansão se dá por meio de viagens técnicas para apresentar projetos e captar oportunidades em cidades como Cuiabá, Ribeirão Preto, Londrina, Maringá, Porto Alegre e Balneário Camboriú. A DWV facilita esse trabalho de atuação nacional.
Essa transformação acompanha a mudança no perfil da demanda, que vai desde imóveis econômicos qualificados até empreendimentos de alto e altíssimo padrão. O público-alvo inclui consumidores exigentes e investidores recorrentes.
A incorporação de dados ganha protagonismo na definição de portfólio e posicionamento. Ferramentas de liquidez por tipo de empreendimento, estoque em tempo real e performance regional aumentam a previsibilidade comercial.
Dagoberto Fagundes, cofundador da DWV, ressalta que a inteligência de dados antecipa movimentos de mercado. Ela orienta decisões sobre expansão, portfólio e estratégias de venda para as incorporadoras.
A combinação entre crescimento de cidades médias e demanda por produtos sofisticados redesenha o mapa do setor. A atuação passa a equilibrar escala, segmentação e valor agregado, com maior conectividade entre corretores de alto padrão.
Pablo do Valle enfatiza a importância da rede de distribuição: a DWV amplia o acesso a corretores de alto nível em todo o Brasil, ampliando a oferta de produtos mais sofisticados. O cenário, portanto, é de descentralização com capital técnico.
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