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iFood processa Keeta por espionagem e pede R$ 1 milhão em indenização

iFood move ação contra Keeta e Meituan por espionagem e concorrência desleal, visando R$ 1 milhão em indenização e cessar coleta de dados dos colaboradores

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  • O iFood abriu ação contra a Keeta e a Meituan em São Paulo, pedindo R$ 1 milhão por danos morais e danos materiais, por espionagem empresarial e concorrência desleal durante a entrada da Keeta no Brasil.
  • A acusação diz que redes de consultoria abordaram mais de 240 funcionários do iFood via LinkedIn, simulando entrevistas para coletar segredos de negócio, com pagamento de até US$ 500 por hora.
  • Segundo o processo, as informações captadas incluíam taxas de comissão, modelos de logística, planos de expansão e subsídios a usuários.
  • As primeiras movimentações ocorreram em março de 2025; o caso ganhou contornos criminais em maio de 2025, com um ex-funcionário confessando vender dados à consultora China Insights Consultancy (CIC).
  • A Keeta afirma atuar conforme a lei e a LGPD; a Polícia Civil investiga ataques de espionagem contra a Keeta e restaurantes em Santos; a empresa diz estar à disposição para colaborar com as autoridades.

Em mais um capítulo da guerra do delivery, o iFood ajuizou ação contra Keeta e sua controladora chinesa, Meituan, em São Paulo. A plataforma acusa espionagem empresarial e prática de concorrência desleal com a entrada da Keeta no Brasil.

Segundo a petição, foi criada uma rede de recolha de dados por meio de mais de 30 consultorias interpostas, com atuação ligada à China, para abordar cerca de 240 colaboradores do iFood via LinkedIn. Haveria falsas entrevistas para obter segredos de negócio.

O iFood solicita indenização de R$ 1 milhão por danos morais, além de danos materiais, emergentes e lucros cessantes. Pede também medidas para cessar abordagens a colaboradores e impedir uso de dados obtidos ilicitamente, sob multa diária de R$ 100 mil.

Mudança de tema: contexto regulatório e detalhes da acusação

As primeiras movimentações ocorreram em março de 2025, com desdobramentos criminais em maio daquele ano após denúncias ao Canal de Integridade do iFood. Uma ex-funcionária teria atuado como elo na fuga de informações, levando a buscas e a um inquérito policial.

Provas anexadas apontam encontros remotos com consultorias, com participação de funcionários que teriam acessado reuniões com domínio meituan.com. O iFood sustenta que executivos da Meituan teriam extraído segredos industriais em tempo real.

A operação de busca e apreensão foi acompanhada de notificações a consultorias como SixDegrees e BCC Global. O caso envolve ainda registros obtidos nos EUA por meio de requerimento judicial para liberar dados de reuniões no Zoom.

Reação inicial e posicionamento das partes

A Keeta afirmou, em nota, atuar dentro da lei e negou as acusações. Disse não abordar indivíduos para fins descritos e ressaltou ter recebido notificações. A empresa afirma cumprir a LGPD e manter políticas internas de dados transparentes.

A Polícia Civil também investiga ataques coordenados de espionagem contra a Keeta e restaurantes em Santos. Pelo menos oito estabelecimentos teriam sido alvo de abordagens com credenciais falsas para obter dados sensíveis.

Perspectivas legais e próximos passos

O iFood sustenta violação dos artigos da Lei de Propriedade Industrial relacionados à concorrência desleal, fraude e suborno de empregados. A ação busca ressarcimento total e medidas cautelares para proteção de dados. A Keeta permanece à disposição das autoridades.

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