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Letra de Risco de Seguro cria novo mecanismo para seguradoras

Primeira emissão de Letra de Risco de Seguro distribuída a investidores institucionais, com R$ 126 milhões, abre acesso direto de seguradoras ao capital

Um novo bolso para as seguradoras: a Letra de Risco de Seguro
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  • A primeira emissão de Letra de Risco de Seguro (LRS) efetivamente distribuída a investidores institucionais movimentou R$ 126 milhões, com lastro em seguro de contrato entre uma fabricante de eletrônicos e uma grande varejista.
  • Os investidores âncoras foram a Tivio Capital e a Galapagos, que ficaram com mais da metade da oferta. A remuneração não foi divulgada, mas apurados próximos indicaram CDI + 4,5% como referência.
  • A operação envolve uma sociedade seguradora de propósito específico (SSPE) criada para securitizar o risco; se não ocorrer sinistro, o investidor recebe o principal mais a remuneração, e em caso de sinistro os recursos podem cobrir perdas.
  • A Galapagos atua como ressegurador alternativo, estruturando a operação e redistribuindo o risco ao mercado por meio da LRS; a empresa já realizou operações anteriores, com volumes menores.
  • A iniciativa visa transformar a SSPE em plataforma para ampliar a capacidade do mercado de seguros, com pipelines entre 12 e 15 operações em crédito, garantia, vida, saúde, previdência e risco de longevidade; no exterior, estruturas similares já somam mais de US$ 60 bilhões.

A Avla Seguros, a Galapagos Capital, a Tivio Capital e a fintech Marvin emitiram a primeira Letra de Risco de Seguro (LRS) efetivamente distribuída a investidores institucionais. O negócio soma 126 milhões de reais, com lastro em um contrato de seguro entre uma fabricante de eletrônicos e uma grande varejista. A operação inaugura um novo canal de captação para seguradoras.

A estrutura envolve uma sociedade seguradora de propósito específico (SSPE) que securitiza o risco. O dinheiro captado fica segregado para garantir a operação, e o investidor recebe o principal mais remuneração se o risco não ocorrer. Em caso de sinistro, recursos podem cobrir a perda.

A LRS foi estruturada pela Avla, com a Galapagos e a Tivio como âncoras. Ambas ficaram com mais da metade da oferta, reforçando a participação de ativos alternativos do setor. Executivos citados pelo Brazil Journal indicaram CDI + ~4,5% como referência de prêmio.

A Galapagos atua como resseguradora alternativa, organizando a operação e distribuindo o risco aos investidores. Roberto Takatsu, CEO da Galapagos, afirma que a empresa já realizou operações prévias, mas esta é a primeira distribuição efetiva a investidores externos.

A operação marca avanço no mercado de seguros no Brasil, ao transformar o risco de seguro em um ativo financeiro negociável. A tese envolve ampliar a capacidade de o mercado de seguros acessar capital diretamente, sem depender apenas de resseguradores tradicionais.

A Avla e a Galapagos já dependeram de estruturas anteriores; a nova emissão pode ampliar o pipeline de operações, com planos para explorar crédito, garantia, vida, planos de saúde, previdência e risco de longevidade. A iniciativa é comparável a estruturas de Insurance Linked Securities já consolidadas no exterior.

A demanda por mais capacidade de seguro de crédito motivou o movimento na Avla. A seguradora chilena mencionada aponta que clientes buscam maiores volumes, mas o acesso ao capital era limitado. A Tivio vê na LRS uma classe de ativo alternativo com retorno atrativo e menor volatilidade.

Globalmente, estruturas semelhantes, conhecidas como Insurance Linked Securities, já somam mais de US$ 60 bilhões, com foco principal em riscos catastróficos como furacões e terremotos. A diferença brasileira fica por conta da emissão voltada a custeio e crédito, com lastro em contratos comerciais.

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