- Corporações europeias com departamentos de inovação aberta atingem 73% de aproveitamento de projetos com startups, frente a 51% para quem não tem essa estrutura.
- O Open Innovation Report 2025, da INSEAD, ouviu mais de mil líderes de inovação e estratégia na Europa; 80% veem a colaboração com startups como essencial, ante 67% em 2023.
- A inteligência artificial é o principal motivador: cerca de 60% das empresas a consideram altamente relevante, e 72% das de mais de cinco mil funcionários já firmaram parcerias com startups em IA.
- A adesão à inovação aberta varia por setor: na aviação, 92% colaboraram com startups; a Airbus é citada como referência; na defesa e segurança nacional, o índice é de 42%.
- O relatório identifica três funções das estruturas de open innovation — alinhar prioridades internas, conectar startups às áreas certas e padronizar o processo de entrada — e aponta dificuldades operacionais maiores conforme o volume de parcerias cresce, incluindo regras de procurement, contratos e regulação.
Corporações europeias com departamentos dedicados à inovação aberta concluem 73% de seus projetos com startups, frente a 51% entre quem não tem essa estrutura. A diferença de 22 pontos percentuais é apontada pelo Open Innovation Report 2025 (OIR25), estudo do INSEAD com mais de 1.000 líderes de inovação e estratégia.
80% das empresas entrevistadas consideram a parceria com startups essencial ou importante para a estratégia de negócios, ante 67% em 2023. A IA é citada como principal motivação: 60% a classificam como altamente relevante, e 72% das firmas com mais de 5 mil funcionários já firmaram parcerias em projetos de IA.
Diferenças por setor e casos emblemáticos
Na aviação, 92% das companhias colaboraram com startups. A Airbus é destacada em combustíveis sustentáveis, operações digitais e sistemas autônomos. Em defesa e segurança, o índice é de 42%.
O relatório atribui variações setoriais à lógica competitiva de cada segmento: ciclos rápidos favorecem externalização para reduzir tempo de entrada no mercado; setores de operação estável e alto sigilo apresentam menor apetite por esse modelo.
BMW e Transport for London aparecem como exemplos. O BMW Startup Garage trabalha com 25 a 30 funcionários dedicados à interface com startups. A TfL tem uma equipe externa de 20 pessoas focada em codesenvolvimento de soluções de mobilidade.
Funções-chave das estruturas de open innovation
OIR25 aponta que, de forma consolidada, as estruturas ajudam a alinhar prioridades internas, conectar startups às áreas certas e padronizar o onboarding, reduzindo o tempo de integração de parcerias.
Entretanto, empresas com histórico amplo de open innovation reportam dificuldades operacionais maiores. Barreiras incluem regras de procurement incompatíveis, restrições contratuais e exigências regulatórias. Esses obstáculos surgem ao migrar de experimentos isolados para operação recorrente.
Outra tendência é que firmas já desenvolvidas em IA continuam buscando startups para acelerar adoção de soluções, mesmo quando possuem capacidades próprias. A colaboração passa a ser uma aposta de velocidade, com metas de implementação próximas às de projetos internos.
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