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Três novas estrelas Michelin colocam São Paulo no mapa da alta gastronomia

Três estrelas Michelin chegam a São Paulo com Ivan Ralston e Luiz Filipe Souza, elevando turismo, hotelaria e a posição internacional da cidade

Menu-degustação do Tuju, restaurante de Ivan Ralston que conquistou três estrelas Michelin em 2026. (Foto: Rubens Kato/Tuju)
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  • Dois restaurantes de São Paulo ganharam três estrelas Michelin na edição de 2026: Tuju, de Ivan Ralston, e Evvai, de Luiz Filipe Souza, tornando-os os primeiros cozinheiros da América Latina com a maior classificação.
  • Com as novas honrarias, São Paulo passa a ter dois três estrelas, totalizando16 restaurantes estrelados na cidade, incluindo o D.O.M. de Alex Atala com duas estrelas.
  • No Tuju, os menus são sazonais conforme o clima paulista; o menu-degustação de dez tempos custa R$ 1.500, mais 15% de serviço. No Evvai, o cardápio Oriundi é marcado por gastronomia italiana de base paulistana com ingredientes brasileiros.
  • A conquista pode fortalecer a imagem de São Paulo no exterior e atrair mais turistas, refletindo no setor hoteleiro e no gasto médio, com expectativa de crescimento de 3 por cento na hospedagem em 2026.
  • Mesmo com inflação, o setor mantém preços estáveis; restaurantes de alto padrão ajustam cardápios a ofertas de mercado para não repassar custos, segundo a Abrasel-SP.

O Guia Michelin 2026 premiou dois restaurantes de São Paulo com três estrelas, o máximo da avaliação. Ivan Ralston, do Tuju, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, tornaram-se os primeiros chefs latino-americanos a alcançar o feito. A cidade passa a integrar um grupo restrito de destinos com três estrelas no mundo.

O Tuju, no Jardim Paulistano, foca em menus sazonais que refletem as chuvas e o clima paulista. O cardápio contempla dez tempos, com preço de R$ 1.500 mais 15% de serviço. O restaurante foi inaugurado em 2014 por Ralston e pela sommelière Katherina Cordás.

No Evvai, a cozinha é marcada por uma abertura de serviço rápida, com um sanduíche crocante de manga e pimenta antes da entrada do cliente. Aberto em 2017 por Luiz Filipe Souza, o espaço mescla herança italiana com ingredientes brasileiros, em um conceito batizado de Oriundi.

Ambos os restaurantes já tinham conquistado a segunda estrela em 2024 e, agora, passam a integrar um seleto grupo que inclui Tóquio, Paris, Londres e Nova York. São Paulo soma 16 estabelecimentos estrelados no total.

Setor hoteleiro e impacto econômico

O reconhecimento ocorre em um momento de resiliência do setor de restaurantes, que tem mantido preços estáveis diante da inflação, adotando cardápios flexíveis conforme o mercado de insumos. A gestão de margens passa por ajustes com foco em sustentabilidade financeira.

A valorização da gastronomia local reforça a atratividade da cidade para turistas, segundo a Abrasel-SP. O retorno envolve maiores permanências, gasto médio elevado e demanda por hospedagem em bairros com foco culinário, especialmente nos chamados polos gastronômicos.

A ABIH-SP aponta que a hotelaria paulistana fechou 2025 com recordes de diária média e RevPAR. A projeção para 2026 indica crescimento de cerca de 3% no faturamento da hospedagem, com fortalecimento de hotéis premium e entrada de investimentos internacionais.

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