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Aumentar juros não resolve inflação causada por choques de oferta, diz Barkin

Barkin diz que elevar juros não resolve a inflação causada por choques de oferta; o Fed deve considerar riscos de cadeias de suprimentos mais voláteis

Tom Barkin, presidente da distrital de Richmond do Federal Reserve (Fed), discursa em evento — Foto: Facebook/@federalreservebankofrichmond
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  • Barkin, presidente da Federal Reserve de Richmond, afirmou que elevar juros não resolve a inflação causada por choques de oferta.
  • Ele destacou que a guerra no Oriente Médio elevou preços de energia e custos ligados à cadeia produtiva, pressionando a inflação no curto prazo.
  • Apesar disso, Barkin disse que as expectativas de inflação de longo prazo permanecem bem ancoradas.
  • A economia dos Estados Unidos continua resiliente, com demanda menos sensível às pressões inflacionárias associadas aos choques de oferta.
  • O future depende de quanto tempo durar o conflito e de quanto tempo levará para reconstruir cadeias de suprimentos e capacidade de produção.

O presidente da agência regional do Federal Reserve (Fed) em Richmond, Tom Barkin, afirmou que elevar as taxas de juros não resolve a causa central da inflação causada por choques de oferta. Ele destacou que a economia dos Estados Unidos segue resiliente, mesmo diante de ondas globais, como a guerra no Oriente Médio.

Conforme Barkin, ignorar choques de oferta tem funcionado há anos, mas surge a dúvida sobre a pertinência desse approach em um cenário com frequentes choques. A expectativa é que condições futuras possam tornar a inflação mais difícil de conter sem impacto na demanda.

O discurso ocorreu em um evento, com Barkin ressaltando que o endurecimento monetário não é solução única para inflação impulsionada por choques de cadeia de suprimentos. O trecho também apontou riscos maiores para cadeias produtivas e gastos de energia.

Panorama de impactos nos preços

Barkin apontou que a guerra no Oriente Médio elevou o custo de energia e outros insumos, pressionando preços no curto prazo. No entanto, afirmou que as expectativas de inflação de longo prazo permanecem bem ancoradas, mesmo após mais de cinco anos acima da meta de 2%.

Apesar da pressão, o tom é de que o impacto sobre a demanda interna tem sido menos perceptível. A economia dos EUA permanece relativamente estável, com explicações envolvendo maior produção de energia, maior eficiência veicular e maior peso de serviços na atividade econômica.

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