- O Banco do Japão recebeu pedidos para pausar a redução de títulos em meio à volatilidade recente dos mercados de títulos.
- O banco mantém o objetivo de reduzir suas participações em títulos do governo japonês (JGB) desde 2024, com holdings atuais em torno de 500 trilhões de ienes.
- O BoJ reduz compras de títulos desde 2024 e atualmente adquire aproximadamente 2,1 trilhões de ienes por mês.
- Pesquisas apontam divergências entre investidores: alguns defendem manter o ritmo atual; outros sugerem desacelerar para cerca de 1,3 trilhão de ienes ou até zerar as compras, ao longo do tempo.
- A próxima reunião de política monetária, em junho, revisará o programa de redução até março de 2027 e pode apresentar um novo plano para o ano fiscal de 2027 em diante, sob a gestão do presidente Kazuo Ueda.
O Banco do Japão (BoJ) tem enfrentado pedidos de pausa na redução de seus títulos, conforme revela pesquisa com investidores. A instituição vem diminuindo gradualmente as compras de JGBs desde 2024, em meio à normalização da política monetária. Atualmente, o total detido gira em torno de 500 trilhões de ienes.
A pesquisa, realizada antes da revisão de junho, aponta que alguns participantes defendem manter o ritmo de compras atual, ao redor de 2,1 trilhões de ienes por mês, para evitar distorções no mercado. Outros, porém, sugerem desacelerar ou até parar as reduções.
Segundo o resumo divulgado pelo BoJ nesta quinta-feira, alguns investidores avaliam que o banco deveria manter a pausa na redução a partir do próximo ano fiscal, mantendo o ritmo de compras estável. Outros defendem uma desaceleração gradual, levando as compras mensais a 1,3 trilhão de ienes ou até menos.
Entre as vozes consultadas, há quem considere possível intervenção emergencial para comprar títulos diante de instabilidade nos mercados, caso o choque inflacionário se intensifique por efeito de fatores externos, como o conflito no Oriente Médio. A instituição citada ressaltou essa linha de atuação como uma possibilidade, sem detalhar cenários.
O BoJ deverá revisar o programa de redução de títulos na próxima reunião de política monetária, programada para junho. O objetivo é redefinir as metas para o atual programa, que se estende até março de 2027, e apresentar um novo plano para o ano fiscal de 2027 em diante.
O recorte temporal mostra que a redução de ativos é uma etapa do esforço do BoJ para normalizar a política após décadas de juros ultrabaixos. A autoridade monetária tem guiado essa transição sob a liderança do presidente Kazuo Ueda, buscando equilíbrio entre austeridade gradual e estabilidade de mercados.
- Perspectivas e dados da pesquisa
- Mudanças previstas para junho
- Contexto da normalização da política
- Desafios de mercado em meio a temores inflacionários
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